Com nova diretoria, Impar investe em qualificação da gestão

O Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento (Impar) terá nova diretoria a partir de novembro. Nathielle Wougles continua na presidência, acompanhada por Dayane Cristina, na diretoria administrativa, e por Jocemar da Costa Leite, na diretoria social.

O Conselho Fiscal também tem novos membros. Maria Fortuna, professora de balé e ex-presidente do Impar; Elieser Ruiz, especialista na área de seguros e voluntário no Arte para Todos desde 2017; e Maria Cristina Dias, jornalista, escritora e assessora de imprensa e voluntária no Impar desde 2011.

A entidade tem investido em ações de qualificação da estrutura administrativa e organizacional que dão suporte as atividades artísticas e culturais. A nova diretora, Dayane, é atriz e integrante do Grupo de Teatro Libração, tem formação técnica em Administração e está cursando faculdade de Gestão de Recursos Humanos, conhecimentos que serão aplicados na gestão do Impar.

Dentro do processo de qualificação da estrutura organizacional, o Impar está participando de diversas mentorias e consultorias, como a estruturação de indicadores e ferramentas de monitoramento para avaliação de impacto social; desenvolvimento da estrutura de base do Projeto Político-Pedagógico (PPP); e programa de Mentoria ASID Brasil, para desenvolvimento de gestão e liderança em organizações do terceiro setor que atuem na causa da pessoa com deficiência e que façam parte da Rede ASID. O IMPAR integra a Rede ASID desde o início de 2018.

“O Impar segue se estruturando para buscar novos modelos de atuação e aumentar a abrangência nos nossos campos de atuação. Estamos com muita vontade de fazer coisas novas. As pessoas que estão saindo do Impar deixaram um legado muito importante, pois têm muito conhecimento – e os que estão entrando trazem uma diversidade, fazendo com que o instituto trabalhe ‘com’ as pessoas e não ‘para’ as pessoas. Temos uma diretora administrativa surda, por exemplo, formada em Administração, que reforça essa nossa proposta”, afirma Nathielle Wougles.

Iraci Seefeldt, Robson Benta, Manoella Carolina Rego, José Mauro Silva, Marisa Toledo, Angélica Maiole e Claudia Maiole deixam de integrar a diretoria do instituto, mas continuam a colaborar como voluntários nas atividades ou como contratados em projetos.

Prêmio Elisabete Anderle

O Arte para Todos teve dois projetos contemplados no Prêmio Elisabete Anderle, nas áreas de Teatro e Artes Visuais, tendo como proponentes o professor de teatro Robson Benta e a agência cultural Aquele Trio, ambos parceiros do Impar. Os projetos têm como proposta compartilhar práticas e princípios metodológicos do Arte para Todos em seis diferentes cidades de Santa Catarina e serão executados no primeiro semestre de 2020:

TEATRO
Realização de três workshops de teatro inclusivo, nas cidades de São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul e Florianópolis, para professores e outros profissionais que atuam em processos de inclusão de pessoas com deficiência na escola e outros ambientes. Cada workshop terá duração de seis horas e capacidade para 30 alunos, totalizando 18 horas de formação e 90 profissionais sensibilizados e instrumentalizados nas técnicas de arte inclusiva.

ARTES VISUAIS
Realização de cinco workshops de artes visuais, nas cidades de São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Jaguaruna, Gaspar e Florianópolis, para professores e outros profissionais que atuam em processos de inclusão de pessoas com deficiência na escola e outros ambientes. Cada workshop terá duração de quatro horas e capacidade para 30 alunos, totalizando 20 horas de formação e 150 profissionais sensibilizados e instrumentalizados nas técnicas de arte inclusiva.

Contrapartida

Como contrapartida social dos projetos, em cada uma das cidades contempladas serão realizados os encontros didáticos “Diálogos Arte para Todos”. Destinados a pessoas com deficiência ou transtorno mental e familiares, os encontros têm 1h30 de duração e são conduzidos pelo professor de artes visuais ou de teatro (de acordo com o projeto) e a terapeuta ocupacional. Neles são apresentadas práticas artísticas e princípios metodológicos do Arte para Todos e realizada uma roda de conversa para troca de experiências sobre as possibilidades da experimentação artística como ferramenta de desenvolvimento e inclusão social e cultural.


Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Impar