Escanteado pelo PSB, Rodrigo Coelho entra na Justiça pelo mandato

Rodrigo Coelho e mais seis deputados federais que votaram a favor da reforma da previdência contra a orientação de seus partidos (PSB e PDT) entraram, nesta terça-feira (15), com ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles querem desfiliação das siglas e manutenção de seus mandatos.

Pelo PDT, Tabata Amaral (SP), Marlon Santos (RS), Flávio Nogueira (PI) e Gil Cutrim (MA) querem o mandato. Pelo PSB, acionaram a Justiça Jefferson Campos (SP) e Felipe Rigoni (ES), além do parlamentar joinvilense. Nas ações, que são individuais, eles alegam perseguição desproporcional dos partidos.

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A informação foi divulgada na noite de segunda-feira (14) pela deputada federal Tabata Amaral, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ela pediu desculpas aos colegas por antecipar a informação ao vivo, um dia antes da coletiva combinada, que ocorreu nesta terça.

“Infelizmente, meus amigos, apesar de ter sido eleito por vocês, meu mandato está sendo prejudicado pelo meu partido. Também estou pedindo a reversão da punição sofrida por acreditar na necessidade de uma Reforma da Previdência. Pelo meu voto ‘SIM’, fui expulso por 1 ano de mais de 10 Comissões na Câmara, o que diminuiu muito a minha liberdade de trabalhar”, escreveu Coelho em suas redes sociais.

Ele ainda alega que tem sido perseguido pelo partido desde que chegou a Brasília “Primeiro, em abril, me tiraram da Executiva do partido no Estado, através de uma intervenção da Presidência Nacional. Depois, final de agosto, me tiraram da Presidência do PSB de Joinville e suspenderam minhas atividades parlamentares em Brasília por 12 meses. Como não consegui a liberação de forma amigável, só me restou a ação judicial”, registrou.

De acordo com o Superior Tribunal Federal, os mandatos de vereadores e deputados pertencem ao partido. Para conseguirem o mandato, precisam provar a perseguição à Justiça. Outra forma é ser expulso da sigla, mas tanto PSB quanto PDT optaram por outras punições, como a suspensão, algo que limita a atuação parlamentar no Congresso.


Texto: Felipe Silveira
Foto: Facebook de Rodrigo Coelho

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