Deputadas falam do aumento de feminicídios em Santa Catarina

O aumento dos casos de feminicídios, que chegou aos 42 registrados em 2018, foi debatido na sessão de terça-feira (8) da Assembleia Legislativa. É o mesmo número de casos registrados em 2018. Os dados são da Secretária de Segurança Pública.

“O número de feminicídios já é igual ao do ano passado, 42 mortas em razão do gênero por companheiros ou ex-cônjuges, é necessário que tomemos medidas de fato, não é um tema a se deixar debaixo do tapete, todas registraram boletins de ocorrência, o sistema recebeu a notícia prévia de que poderiam ser mortas e não teve a habilidade de evitar este quadro”, reconheceu a deputada Paulinha (PDT).

Ela sugeriu o deslocamento da vítima depois da denúncia para outra cidade ou estado. “Precisamos construir uma rede de proteção”, alertou a ex-prefeita de Bombinhas.

Marlene Fengler (PSD) e Ada de Luca (MDB) apoiaram Paulinha. “De 2011 a 2018 a cada oito dias uma mulher morreu vítima de feminicídio, foram R$ 424 milhões em despesas públicas, mas estas mortes poderiam ter sido evitadas, muitos sinas antecederam o feminicídio”, concordou Marlene.

“O combate ao feminicídio não depende só do governo, ou só da Assembleia, nem só dos poderes, depende, também, das igrejas e dos clubes tudo falar, porque parece que a gente fala e a voz o vento leva”, avaliou Ada de Luca.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Fábio Queiroz/Alesc
Informações: Alesc

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