TJSC vai utilizar tecnologia para monitorar desempenho do sistema judiciário

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina passará a utilizar uma uma ferramenta de análise de dados chamada Business Intelligence (BI) para monitorar a produtividade do sistema judiciário do estado, utilizando como base dados de processos segmentados por entradas, saídas, julgamentos, baixas e acervo. Os desembargadores terão acesso a indicadores desenvolvidos pela tecnologia.

Esses dados serão atualizados por números do dia anterior à data de consulta. Nos painéis, os magistrados terão uma análise do acervo pessoal, com a possibilidade de selecionar os processos por assunto e ano, por exemplo. Também é possível estabelecer comparativos de produtividade com os demais magistrados e câmaras do TJSC. Os dados expostos, segundo o TJSC, abrem oportunidades para a formulação de ações de melhoria de desempenho.

“A ferramenta permite ter um controle preciso do desempenho do gabinete. É um instrumento refinado para que cada um possa observar os dados e traçar estratégias”, anunciou o presidente do TJSC, desembargador Rodrigo Collaço.

Durante a reunião desta quarta, foi oportunizada a realização de consultas práticas com a ferramenta de BI para a observação de dados gerais do Judiciário. Com o apoio do assessor de planejamento Sérgio Weber, o presidente demonstrou que o crescimento na produção do 1º grau tem reflexo direto nas entradas do 2º grau. Da mesma forma, foi possível observar que o saldo entre os julgamentos e os novos processos que aportam ao TJSC é positivo. Ou seja, o Tribunal julgou mais ações do que recebeu.

Como exemplo de decisão sustentada pela ferramenta de BI, Collaço exibiu a reconfiguração do mapa de servidores nas comarcas de todo o Estado em três momentos distintos. Com base em um número ideal de sete servidores por vara, foi possível calcular e redistribuir vagas de modo a reduzir as comarcas com déficit entre os últimos meses de julho e setembro, com mudanças também projetadas para dezembro.


Edição: Alexandre Perger
Foto: Divulgação/TJSC

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