Sinsej e CDH protocolam ofício contra terceirização de abrigos

Dirigentes do Sinsej, representantes de servidores, do Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, da sociedade civil e de sindicatos da região protocolaram, nesta sexta-feira (4), um ofício no gabinete do prefeito Udo Döhler em que solicitam a suspensão do processo de terceirização do Abrigo Casa Viva Rosa (para mulheres vítimas de violência em Joinville) e do Abrigo Infanto Juvenil.

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A comitiva foi recebida pela chefia de gabinete de Udo Dohlër, que protocolou o ofício. Porém, segundo o Sinsej, o prefeito não quis ouvir os argumentos contrários à medida. Mas, após insistência dos presentes, o governo marcou uma audiência para segunda-feira (7), às 10 horas.

O Ministério Público de Santa Catarina também foi acionado. Após a manifestação na prefeitura, o grupo seguiu até o MP, onde protocolou um pedido de abertura de inquérito civil para apurar a irregularidade no fechamento do abrigo. O documento pede ainda que seja expedida uma recomendação para que o prefeito não feche o abrigo.

O Sinsej e o CDH ainda promovem, nesta sexta-feira (4), às 19 horas, uma reunião ampliada para traçar novas estratégias. A comunidade, movimentos sociais, sindicatos, servidoras e servidores estão convidados para o encontro no auditório do CDH, que fica na Rua Plácido Olímpio de Oliveira, 660, no bairro Bucarein.

A Casa Viva Rosa foi criada em 2004 e desde sua inauguração recebe mulheres, crianças e adolescentes em risco de morte, trabalhando com uma rede de apoio e de serviços para que saiam do abrigo com segurança e com saúde emocional. De acordo com o Sinsej, de junho de 2018 a agosto deste ano, 205 mulheres, crianças e adolescentes passaram pela casa.

Já o Abrigo Infanto Juvenil atende atualmente 19 crianças e adolescentes encaminhados pelo Conselho Tutelar ou por decisão judicial em casos de violação de direitos graves, sem um tempo limite de acolhimento. O trabalho feito com educadores, assistentes sociais, psicólogos e técnicos é voltado ao bem-estar dos acolhidos para que voltem às suas famílias em segurança.


Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Sinsej

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