Documentário conta a história da Amorabi e da Casa Iririú

Qual é o impacto da realização de atividades artísticas e culturais em comunidades? Essa é a reflexão proposta no documentário “Quando a Arte Sopra”, que estreia neste fim de semana. Realizado pela jornalista Patricia Stahl Gaglioti, com patrocínio do Simdec, o filme reflete e conta a história de dois polos da cultura popular em Joinville: a Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga (Amorabi) e a Casa Iririú.

Patricia conta que a ideia de produzi-lo surgiu ainda na faculdade, a partir de um trabalho sobre o mesmo tema. “Essa versão do documentário foi idealizada como uma forma de ampliar o primeiro documentário que eu fiz ainda na faculdade, em 2014, e que falava apenas sobre a Amorabi. Fiquei com vontade de expandir essa proposta para outros espaços de Joinville que também trabalham com a arte, a cultura, o teatro popular e, então, propus um projeto ao Simdec falando tanto da Amorabi como da Casa Iririú, espaços muito semelhantes na gestão e na comunhão de ideias”, revelou.

A Amorabi surgiu na década de 1980, a partir da união das pessoas pela reivindicação de direitos como saneamento, educação e transporte. A sede foi construída pelos próprios moradores e, desde 2000, também é palco das atividades culturais e artísticas realizadas no bairro. O teatro é destaque no espaço e começou a ser incentivado na comunidade em 1993, a partir da iniciativa do ator e produtor cultural Cristóvão Petry, que naquela época era catequista e queria atrair mais jovens para o seu grupo.

A ideia deu tão certo que atraiu não só jovens, mas toda a comunidade para assistir e também aprender mais sobre o teatro. O sucesso desse e de outros projetos artísticos culturais fez da Amorabi um Ponto de Cultura, certificação oferecida pelo Ministério da Cultura que reconhece as entidades que articulam atividades culturais em suas comunidades.

Já a Casa Iririú surgiu a partir da iniciativa de um grupo de pessoas que participou de uma oficina de teatro chamada Teatrando no Profipo, em 2009. Com o fim do projeto, os novos atores apaixonados pela arte quiseram continuar se apresentando. Foi então que, em 2011, passaram a utilizar uma casa que era de uma das integrantes para ensaiar e promover atividades abertas à comunidade. Mesmo quando a sede teve de ser transferida e reinaugurada em 2014, continuou a atrair o público, participante ativo de diversas ações culturais.

Os dois espaços têm parte das suas histórias retratadas no documentário, que conta com entrevistas de moradores e artistas das comunidades. “É muito legal a concepção desses espaços em relação à arte, à cultura, essa ideia comunitária de construir algo juntos. É muito bacana quando você aproxima pessoas que, normalmente, não frequentariam um teatro, e diz a elas que também podem fazer isso, que o lugar é delas. São dois espaços de partilha, em que qualquer um pode chegar e se sentir pertencente, agente ativo daquilo, é uma lógica diferente”, destaca Patricia.

O documentário estreia nos dias 28 e 29 de setembro, na Amorabi  (sábado, às 20 horas) e na Casa Iririú (domingo, às 17 horas). A produção também deve percorrer escolas e outros espaços de Joinville após o lançamento, em datas a serem definidas. As atividades são gratuitas.

A Amorabi fica na rua dos Esportistas, 510, no bairro Itinga. A Casa Iririú fica na rua Guaíra, 634, no bairro Iririú.


Edição: Felipe Silveira
Fotos: Fernanda Osório/Divulgação
Informações: Assessoria

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