Programa Famílias Acolhedoras capacita guardiões em Joinville

Afeto e limites foram os temas da capacitação realizada na quarta-feira (11) pela Secretaria de Assistência Social (SAS) para os participantes do Serviço de Acolhimento Familiar – Famílias Acolhedoras. O encontro reuniu 12 famílias que receberam as orientações da psicóloga, da assistente social e da pedagoga que compõem a equipe do serviço. Também trocaram experiências sobre o convívio com as crianças.

A capacitação continuada é realizada bimestralmente com as famílias que já passaram pelas etapas de seleção do programa e que já estão integradas ao Famílias Acolhedoras. Participam tanto as famílias que atualmente possuem a guarda judicial do menor como também aquelas que aguardam o encaminhamento da criança ou adolescente, de acordo com a determinação da Vara da Infância e Juventude de Joinville.

Para participar do programa é preciso ter idade mínima de 21 anos; ter residência fixa em Joinville há pelo menos dois anos; não ter interesse na adoção; não apresentar problemas psiquiátricos, de dependência química e não responder a processo criminal; ser aprovado e habilitado no curso de capacitação da SAS; e ter consentimento de todos os membros da família para receber uma criança.

Informações também podem ser obtidas pelos telefones (47) 3434-5718, (47) 3436-3534 ou (47) 3433-3166, ou na sede do Serviço de Acolhimento Familiar (na rua Virgínia Ferreira Gomes, 277, no bairro Floresta), de segunda a sexta-feira, das 8 às 19 horas. O formulário de pré-cadastramento ao Programa Famílias Acolhedoras está disponível no site da Prefeitura de Joinville

Conduzido pela Prefeitura de Joinville por meio da SAS, o Serviço de Acolhimento Familiar – Famílias Acolhedoras atende crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, com o objetivo de assegurar um lar aos menores, enquanto aguardam decisão judicial sobre sua reintegração às famílias de origem, ou a destituição do poder familiar e encaminhamento para adoção.

De acordo com a coordenadora dos Serviços de Acolhimento Familiar e Institucional da SAS, Mirele Muniz Pereira, o acolhimento familiar traz importantes vantagens em relação ao acolhimento institucional: “No ambiente familiar a criança ou adolescente recebem afeto e atendimento individualizado. Pesquisas comprovam que o desenvolvimento neurológico de crianças em ambiente familiar, principalmente nos primeiros anos de vida, é superior ao de crianças que vivem institucionalizadas”.

Como ser uma Família Acolhedora

Em atividade desde 2005, o Serviço de Acolhimento Familiar – Famílias Acolhedoras conta hoje com 18 famílias cadastradas. Cada uma pode escolher o perfil da criança que deseja acolher e, em caso de irmãos, pode receber a guarda de mais um menor. Em relação ao tempo de permanência com a família acolhedora, não há um período pré-determinado, mas conforme orientação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) pode chegar a até um ano e meio.

“O período varia de acordo com o processo judicial da criança. Nosso objetivo é investir na família original e, quando observamos que está em condições de novamente receber a criança, ela pode voltar ao seu convívio. Também existem os casos em que o processo já caminha para a destituição e a criança é encaminhada para adoção”, explica a coordenadora Mirele.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Phelippe José/Prefeitura
Informações: Prefeitura

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