Pró-Rim mobiliza profissionais e pacientes na campanha nacional

A Fundação Pró-Rim é uma das clínicas que apoia e incentiva a campanha “Vidas importam: a Diálise não pode parar”, da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT). Para disseminar a mensagem da campanha, a instituição esta programando algumas ações envolvendo pacientes, profissionais e a população. Em Joinville, as atividades ocorrem nesta quinta-feira (29), na Praça da Bandeira, das 10 às 15 horas.

A campanha tem como objetivo mobilizar a sociedade e o governo para a necessidade de investimentos na área de nefrologia, que sofre cada vez mais com a defasagem dos valores repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As ações da campanha devem ocorrer em todo o Brasil nesta quinta-feira, data definida como Dia D da Diálise.

A equipe da Pró-Rim vai falar com a população sobre a mobilização nacional e entregar material informativo. Além disso, no local haverá uma simulação do tratamento de hemodiálise, será realizada também a aferição de pressão arterial e orientações de prevenção à doença renal com os profissionais e alunos da instituição.

A campanha também está coletando assinaturas da comunidade em um abaixo assinado manifestando ao Governo Federal a preocupação com a vida de milhares pacientes renais crônicos e reivindicando melhorias para o setor. Os interessados em participar do abaixo assinado online podem clicar aqui e incluir sua assinatura no manifesto.

Demanda crescente

No segundo ano da campanha, a ABCDT quer mobilizar a sociedade e o governo sobre a necessidade urgente de investimentos para a nefrologia. De acordo com a associação, nos últimos anos houve o aumento de 71% no número e pacientes dependentes de diálise, mas a capacidade de atendimento cresceu apenas 15%.

Além disso, muitas clínicas que atendem pacientes via SUS estão fechando por não conseguirem se manter com o valor repassado pelo sistema. Outra questão está relacionada ao valor pago pelo Ministério da Saúde para o tratamento, que está abaixo do custo real e não acompanha a cotação do mercado.

Entre os demais problemas, está também o atraso no repasse do pagamento da terapia renal substitutiva – TRS pelas secretarias de saúde estaduais e municipais aos prestadores de serviço ao SUS. Muitos gestores chegam a atrasar até mais de 30 dias para fazer o repasse após a liberação do recurso pelo Ministério da Saúde. Pela legislação o mesmo deveria ser feito em cinco dias úteis.

Para saber mais, acesse o site da campanha.


Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Pró-Rim

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