Pernas Solidárias fará estreia em prova na Serra do Rio do Rastro

Transformando vidas desde o setembro de 2015, quando levou o primo tetraplégico para uma corrida de rua em Joinville, Cleiton Luiz Tamazzia, idealizador do Pernas Solidárias, foi um dos 1,5 mil sorteados para participar da prova 25K UpHill Challenge, na Mizuno UpHill Marathon 2019, marcada para 31 de agosto.

A prova terá 25 quilômetros de percurso, com largada em Lauro Müller e chegada será em Bom Jardim da Serra, após a subida da Serra do Rio do Rastro.

Mas Cleiton não irá sozinho para esse desafio. Levará com ele o cadeirante Jonas Leonardo de Melo, de 18 anos, que teve paralisia cerebral e enfrenta a síndrome de Pierre Robim. “Desde que fiz minha pré-inscrição para participar da prova, pensei que se tivesse de ir, não iria sozinho. Quando fui sorteado, falei com o pessoal da Mizuno e eles toparam a ideia. Então o Jonas vai comigo”, conta o idealizador do projeto.

Treinos já começaram

Desde que soube que havia sido selecionado para a prova, Cleiton começou uma preparação específica para a subida da Serra do Rio do Rastro. Acompanhado pelo corredor campeão Edinilson Cardoso, o Cafu, ele treina uma vez por semana subindo a Serra Dona Francisca. Semanalmente também faz subidas ao morro do Mirante, em Joinville. “O Jonas treina comigo as subidas no Mirante quando tem sol. Agora também vamos começar a correr distâncias maiores, porque a prova se aproxima”, diz Cleiton.

Dupla precisa de patrocínio

Para participar da Mizuno UpHill, a dupla precisa de ajuda. Em um aplicativo de conversas, lançaram uma campanha. “Vamos precisar de combustível, de um novo triciclo para o Jonas. Faremos novos uniformes. As marcas das empresas apoiadoras poderão estar nas nossas roupas. Então, empresários, entrem em contato”, pede o corredor.

Ele conta que esta é a primeira vez alguém vai tentar subir a Serra do Rio do Rastro conduzindo um cadeirante, fato que tem repercutido no Brasil e pode ser notícia no mundo. “Por isso precisamos de ajuda”, ressalta Cleiton.

O projeto Pernas Solidárias nasceu em 2015, quando o corredor Cleiton Luiz Tamazzia decidiu que era hora de o primo Rodrigo, que é cadeirante, sentir o vento no rosto e a alegria de terminar uma corrida de rua. Ele inscreveu a dupla em uma prova e empurrou a cadeira de rodas por todo o percurso. “Na primeira corrida, perdemos uma rodinha da cadeira, porque ela não era adaptada. Mas foi tão gratificante ver meu primo feliz, que seguimos em frente”, lembra Cleiton.

Não demorou muito para a iniciativa receber apoio e ser batizada como Pernas Solidárias, e hoje o projeto tem seis triciclos, que são emprestados a outros cadeirantes em provas realizadas em todo o estado.


Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Assessoria

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