Arquivo Histórico recebe exposição sobre o bicentenário de Julie Engell-Günther

O Arquivo Histórico de Joinville (AHJ) vai receber a exposição “200 anos de nascimento de Julie Engell-Günther (1819-1910)”, que será aberta às 15 horas desta quinta-feira (18). Na ocasião haverá uma conversa com as pesquisadoras Izabela Liz Schlindwein e Elke Dislich, responsáveis pela concepção e pesquisa histórica da exposição.

A mostra traz reproduções de documentos, especialmente sobre a vivência de Julie Engell no Brasil (1849-1859), e sua experiência como livre pensadora na Alemanha. Os materiais são provenientes de arquivos, públicos e pessoais, como o Instituto Martius-Staden de Ciências, Letras e Intercâmbio Cultural Brasileiro-Alemão (São Paulo), Instituto Ibero-Americano (Berlim/Alemanha), Instituto de História Social (Amsterdam/Holanda) e Instituto Clara von Rappard (Interlaken, Suíça).

Destaca-se a participação de Julie Engell-Günther na criação da então Colônia Dona Francisca, atual cidade de Joinville, onde chegou em 1850, acompanhada do engenheiro Hermann Günther, para preparar o local para o estabelecimento dos primeiros imigrantes europeus. São dela as primeiras gravuras de Joinville, reproduzidas em periódicos da Europa e que também podem ser apreciadas na exposição.

Juliane Engell nasceu em agosto de 1819, em Mecklemburgo, na Pomerânia. A vinda para o Brasil aconteceu ainda na juventude, após participar das Revoluções de 1848. Ela embarcou com outros intelectuis rumo à Austrália e, na primeira parada do navio para abastecimento no Brasil, ela resolveu permanecer no país. Conheceu e se casou com o engenheiro Hermann Günther, responsável por demarcar as terras do Príncipe de Joinville que seriam destinadas à ocupação de imigrantes alemães. Permaneceu dez anos no país e publicou quatro livros sobre a experiência na América do Sul.

As pesquisadoras

Elke Dislich atua na organização documental de Julie Engell-Günther, bem como traduções e escrita de artigos sobre a obra da livre pensadora. Ela atua a partir do grupo de Relações Linguísticas e Literárias Brasil-Alemanha (Rellibra), credenciado junto à Universidade de São Paulo (USP) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Izabela Schlindwein defendeu a dissertação “Julie Engell-Günther: um novo olhar sobre a Colônia Dona Francisca”, pelo Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e Sociedade da Univille, em 2011. Defendeu ainda a tese “Os Natais da livre pensadora alemã Julie Engell-Günther: relações de gênero e interétnicas no Brasil do século 19”, pelo Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2015.

O Arquivo Histórico de Joiniville fica na avenida Hermann August Lepper, 650, no bairro Saguaçu. A entrada é gratuita.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Arquivo
Informações: Prefeitura

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