Condenados pela Lei Maria da Penha participam de grupo temático para discutir seus atos

“Eu era muito ruim para minha esposa”. A frase é de um homem de 48 anos que foi enquadrado pela Lei Maria da Penha e recebeu da Justiça uma chance de refletir melhor sobre o que fez. Junto com outros homens, ele participa das reuniões do Grupo Temático Refletir, criado pela Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMA) para receber autores de violência doméstica.

O grupo promove seu trabalho a partir de seis encontros. “A realização do grupo para homens autores de violência doméstica tem caráter educativo e reflexivo. A atuação deles como protagonistas no enfrentamento à violência permite o rompimento com aquele ciclo, a responsabilização quanto aos atos cometidos e a atenção às suas demandas, o que diminui as possibilidades de reincidência”, destaca a coordenadora da CPMA de Joinville, Aline Sikorski.

O homem citado no começo do texto afirma ter aprendido que na hora da raiva é necessário que respirar fundo e aliviar a tensão. “Estas seis sessões foram ótimas para eu me conhecer melhor”, revela.

Outro participante, de 35 anos, comentou que era viciado em bebida alcoólica e drogas, com o registro de prisões e internações em clínicas de reabilitação devido ao uso de entorpecentes. “A cada dia, a gente aprende um pouco mais com a vida. Sei que não dá para apagar o que fizemos no passado. O primeiro passo de tudo é você querer. Por isso é que eu estou aqui hoje”, frisa o rapaz.

O autor de violência doméstica contra a mulher é encaminhado pela Justiça à Central de Penas e Medidas Alternativas por determinação judicial. A responsável pela elaboração do projeto e sua difusão em oito comarcas do estado é a coordenadoria técnica operacional das Centrais do Estado de Santa Catarina.


Edição: Alexandre Perger
Informações e imagem: Tribunal de Justiça de Santa Catarina

 

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