Professor de Joinville é convidado para pesquisa internacional de física

O professor e pesquisador Rudnei Machado, da Faculdade Anhanguera Joinville, está em Portugal para participar de uma pesquisa internacional de física, ligada à Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, sigla do original francês). Ele realiza experimentos no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), em Lisboa. Os trabalhos serão utilizados no Future Circular Collider, o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, que está em construção em Genebra, na Suíça.

“O papel do acelerador é testar o modelo padrão da física, que estabelece como o universo surgiu, suas forças fundamentais, partículas, entre outras questões. Porém, para fazermos tudo isso, precisamos criar novas tecnologias. Aí que entra as pesquisas estimuladas pelo CERN, cujas aplicações já acontecem na saúde e engenharia. Elas são frutos das tecnologias criadas para os aceleradores”, explica o professor.

Com outros pesquisadores, Machado trabalha no projeto de Desenvolvimento de Simulação Ótica de Detectores de Cintilação. Essa é uma pesquisa prévia, de planejamento, para experiências no Future Circular Collider.

O novo acelerador, que substituirá o Grande Colisor de Hádrons (LHC, sigla em inglês), contará com uma circunferência de 100 quilômetros de extensão e uma profundidade de 100 metros. De acordo com Machado, o impacto final das pesquisas para a sociedade é igualmente ambicioso. Apenas em relação à sua área de estudo, será possível desenvolver novos aparelhos que detectarão tumores com tamanhos muito pequenos, permitindo um diagnóstico mais preciso e num curto espaço de tempo.

Segundo o professor, a oportunidade também contribui para apresentar aos alunos de engenharia um leque muito maior de possibilidades. “Acredito que fazer pesquisa torna o professor mais aberto dentro da sua área. Minha primeira ida ao CERN, em 2017, fez com que as minhas aulas não fossem mais as mesmas. Hoje eu consigo estabelecer aos alunos as conexões entre a engenharia e bioengenharia e outras áreas do conhecimento”, conta.


Texto: Felipe Silveira
Foto e informações: Faculdade Anhanguera

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