Comissão de Urbanismo visita aterro sanitário

O presidente e a equipe técnica da Comissão de Urbanismo foram ao aterro sanitário de Joinville na manhã de segunda-feira (27). Eles conheceram a área em que é tratado e armazenado todo o lixo domiciliar não reciclável produzido na cidade. De acordo com a Ambiental, empresa terceirizada responsável pela coleta e tratamento do lixo, são em média 12 mil toneladas de resíduos sólidos recebidos e tratados no aterro por mês.

O presidente da Comissão, Jaime Evaristo (PSC) disse que vai levar à comissão o debate sobre a possibilidade, levantada pela Companhia Águas de Joinville, do uso do aterro para os rejeitos da nova Estação de Tratamento de Esgoto do Jarivatuba, que está em construção e que deve ser entregue no segundo semestre.

Outra questão levantada por Evaristo, após a visita, foi a coleta seletiva. De acordo com o gerente da Ambiental Willian Gorniack, os caminhões da empresa que fazem a coleta do lixo orgânico vão direto para o aterro depositar os resíduos sólidos, e os caminhões que coletam os materiais recicláveis, para as cooperativas de catadores.

Ele lembrou que o material trazido pelos caminhões de lixo orgânico não passa por nenhuma triagem antes de ser depositado no aterro. Isso que significa que, quando resíduo reciclável é jogado juntamente com orgânico pela comunidade, ele acaba depositado no aterro sanitário em vez de ser reaproveitado.

A Comissão de Urbanismo conheceu duas áreas do aterro. Em uma delas, o chorume é tratado. O tratamento é feito por uma combinação de processos biológicos e químicos, em que o material tratado é devolvido ao ambiente, e o chorume restante é armazenado no aterro sanitário.

A outra área visitada é a área em que o lixo é armazenado. São várias camadas, que antes de receberem os resíduos sólidos em si, recebem uma manta que conta com um sistema de drenagem para o chorume. Após o lixo ser depositado, as camadas são cobertas com barro.

Já o lixo resultante de serviços de saúde é esterilizado em um sistema que pode ser comparado a uma grande panela de pressão. Depois isso ele é depositado junto com o lixo domiciliar.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Arthur Schlieck/CVJ
Informações: Divisão de Jornalismo da CVJ

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