Alesc instala grupo de trabalho de apoio aos imigrantes e refugiados

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa instalou, na quinta-feira (16), o Grupo de Trabalho de Apoio aos Imigrantes e Refugiados (GTI). Coordenado pelo deputado Fabiano da Luz (PT), o GTI reúne entidades, órgãos públicos municipais, estaduais e federais e grupos de apoio espalhados pelo Estado. As reuniões do GTI serão sempre na segunda sexta-feira do mês, às 14 horas, na Alesc.

Dados oficiais registram a chegada de uma média de 80 imigrantes por dia a Santa Catarina – o maior grupo é de venezuelanos. Na rede pública estadual de ensino, são 1.600 estudantes. “Nosso trabalho é ver como a gente vai atender essas pessoas, como vai mostrar que Santa Catarina está aberta a receber e não apenas deixá-los por aí, mas dar um acompanhamento para que eles possam iniciar uma nova vida como catarinenses”, explicou o deputado.

Centro de Referência

Em Santa Catarina, a questão imigratória tem um importante ponto de apoio, o Centro de Referência de Atendimento ao Imigrante (CRAI), no Centro de Florianópolis. O CRAI catarinense é um dos dois existentes no país – o outro fica em São Paulo.

De acordo com o coordenador do CRAI, Luciano Leite, o centro, que é fruto de convênio entre uma entidade privada e o governo do Estado, articula políticas públicas para que a população de imigrantes tenha garantidos os atendimentos necessários em educação, saúde e assistência social.

“A gente trata a questão imigratória como um fato total, pois atende crianças, adolescentes, jovens e adultos. Então o imigrante está dentro de uma gama de ações que precisam uma articulação de todas as políticas públicas”, explicou o coordenador.

Segundo ele, uma das dificuldades vividas por imigrantes e refugiados se refere à profissão. Muitos têm formação superior, mas, quando chegam ao Brasil, não conseguem exercer sua atividade por questões burocráticas. “Muitos não conseguem se inserir no mercado de trabalho, na sua formação de origem, porque precisa validar diploma, fazer outras disciplinas complementares, e a necessidade dele é imediata, como alimentação, moradia”, ressaltou.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Eduardo G. de Oliveira/Alesc
Informações: Alesc

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