Últimas horas para levar a Napkin a Nova Iorque

Faltam poucas horas para o fim da etapa que pode levar a Napkin para Nova Iorque, na finalíssima da Battle of the Bands, concurso mundial de bandas promovido pelo Hard Rock Cafe. Apenas 12 bandas ainda estão na disputa e somente três serão classificadas para se apresentar no icônico Paramout Theather, na Times Square. A votação acaba às 16 horas desta quarta-feira (15).

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A banda só se inscreveu no concurso por sugestão de uma fã de Curitiba, mas sem grandes pretensões de avançar. No entanto, das cerca de 300 bandas inscritas no Brasil, a Napkin ficou entre as pré-selecionadas para as etapas de apresentações no Hard Rock Cafe de Curitiba. Para isso, precisavam criar mash-ups com músicas de outros artistas e uma composição própria. Foi com essas apresentações que elas se classificaram para a atual etapa, que depende do voto popular.

É claro que a originalidade, o estilo, o som vibrante e a potência vocal da dupla joinvilense pesaram na escolha dos jurados e do público. Formada em 2013, a Napkin tem sua força-motriz no talento de Natana Alvarenga (vocal e guitarra) e Kimberly Neves (vocal e piano) e no lema “stay strong” (fique forte), que também o nome de uma música. Força que a levou a se mudar para Curitiba, um novo passo para consolidar a banda em um cenário mais amplo.

Com composições em inglês, o som da Napkin remete às melhores bandas de mulheres da história do rock, como L7 e The Runaways/Joan Jett. E também aos grupos indies que as inspiram, como The Strokes, The Black Keys e Arctic Monkeys.

É esse caldo de influências, somado à originalidade que só tem quem enfrenta o desafio de fazer música autoral, que tem levado a Napkin a voos maiores. Vencer concursos, por exemplo, não é uma novidade na história da banda, que no ano passado abriu o festival João Rock, um dos maiores do país, depois de desbancar mais de 300 concorrentes. Entre diversas conquistas e indicações, também se destaca o prêmio ”Best International” do Toronto Independent Music Awards.

Mesmo com toda essa bagagem, Natana conta que essa experiência está sendo incrível, principalmente por causa do engajamento do público, que pegou junto para levar a Napkin mais longe. Uma união que é justamente a mensagem da banda, segundo a vocalista.

“A Napkin começou com a necessidade de passar o que a gente sente, nas palavras, nas histórias de vida, como uma mensagem motivacional mesmo, como força para se reerguer. Esse foi sempre o lema da banda: stay strong. Essa é a nossa palavra, o que a gente leva para as pessoas. E a gente fala sempre para a galera fazer parte disso, que a união é tudo, a união é o que nos faz fortes”, disse.

É com esse convite para que o público faça parte dessa história que a Napkin pede o voto. “A banda não é ninguém sem ter para compartilhar o que a gente vive”, afirmou Natana, que conta com essa união para representar o Brasil em Nova Iorque. “É o nome de todo mundo que a gente está levando junto. É o teu nome, o nome da minha família, o nome dos meus amigos, o nome de conhecidos e de toda essa galera que está apoiando a gente. É o nome de todo mundo que está em nossas costas e que a gente vai poder levar lá e representar.”


Texto: Felipe Silveira
Foto: Página da Napkin

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