Guilherme Boulos comenta placa de Marielle Franco arrancada em Joinville

Em Florianópolis para o início de uma caravana pelo país, o candidato à presidência da República pelo PSOL na última eleição, Guilherme Boulos, comentou o caso da placa em homenagem à Marielle Franco arrancada em Joinville por um grupo de extrema direita.

“Isso é sinal da desumanização e do desrespeito à memória de alguém. A Marielle foi assassinada. Assassinada por um grupo de milicianos que cada vez mais se vê relação com o grupo político que está no comando do país. Marielle foi assassinada pelos ideais que ela defendia, foi assassinada por aquilo que ela acreditava, pela coragem que tinha, por ser uma mulher negra ocupando espaços que em geral são fechados. Alguém que desrespeita a memória dessa maneira mostra que merece a denominação de fascista. Alguém que faz isso é um fascista, alguém que não respeita a dor, que não respeita a memória”, disse Boulos.

O placa foi colocada na última quinta-feira (14), em uma homenagem realizada pelo PSOL Joinville, um ano após o assassinato da vereadora carioca. Foram realizados atos similares em diversas cidades do Brasil e do mundo. O caso ganhou repercussão na segunda-feira (18), após a publicação de uma matéria do jornal O Mirante sobre o fato.

No mesmo dia, ao fim da tarde, um movimento de extrema direita de Joinville postou uma foto em sua página no Facebook e nela mostrava a mão de alguém segurando a placa de Marielle Franco como se estivesse prestes a jogá-la no lixo. O texto que acompanhava a foto demonstrava ignorância sobre as leis, pois sugeria que a placa não poderia ser colocada onde estava. Isso se tratava, obviamente, de mera desculpa.

O PSOL Joinville emitiu uma nota sobre o caso e já avisou que vai colocar mais placar de Marielle Franco nas ruas da cidade. “A cada vez que fazem isso, tentam matar Marielle mais uma vez, nos dando certeza de que a morte dela teve motivos políticos, cujos responsáveis ainda estão longe de serem punidos”, registra a nota.

O jornal O Mirante agradece a estudante Jessica Michels, que foi candidata a deputada federal pelo PSOL na eleição de 2018 e acompanhava a visita, que gentilmente fez a pergunta para Guilherme Boulos a pedido dos editores.

O ato de Guilherme Boulos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) reuniu milhares de pessoas na noite de terça-feira (19). Além do início da caravana pelo Sul, a palestra de líder do MTST também foi a aula magna do Diretório Central dos Estudantes Luís Travassos, da UFSC.

Texto: Felipe Silveira
Foto: DCE Luís Travassos

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