Fiesc participa de elaboração da política econômica estadual

Foi realizada, na sexta-feira (15), a primeira reunião entre o governo estadual e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) para elaboração de um novo modelo para a política industrial catarinense. Segundo o governo, outros setores serão ouvidos.

Um dos temas em debate foi a manutenção dos benefícios fiscais em SC, tema mais discutido entre empresários e políticos em 2019. A federação defendeu a manutenção do que ela chama de incentivo fiscal, o que, para o estado, é uma renúncia fiscais, já que é um parte do imposto da qual abre mão.

“Entendemos que incentivo não é renúncia fiscal, mas sim, incremento de produção, criação de novos empregos e ferramenta para permitir a isonomia na competição com empresas instaladas em locais com carga tributária menor. Este é um passo importante para consolidar uma nova política industrial”, disse Evair Oenning, presidente da Câmara Tributária da entidade.

A classe empresarial está pressionando o governo, que decretou, no fim do ano passado, o fim de todos os incentivos fiscais de SC. Os efeitos dos decretos entrariam em vigor em abril, mas os deputados estaduais conseguiram, por enquanto, adiar o fim dos benefícios. O governo também tem conversado com o que chama de setor produtivo.

“Teremos encontros com os setores da cadeia produtiva para discutir uma política que atenda os interesses coletivos. Estamos criando um projeto para valorizar o produtor, melhorando a renda das famílias que vivem nas áreas rurais”, disse o secretário estadual da Fazenda, Paulo Eli.

Na próxima semana, o secretário estadual da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, receberá diversos representantes do agronegócio para debater a nova política. Paralelamente, a Fiesc organizará uma agenda com o setor industrial. O primeiro segmento a ser atendido será o têxtil, na próxima quarta-feira (20).

O professor Luiz Felipe Ferreira, que coordenou o processo de transição após a eleição e deve assumir como controlador-geral do estado após a reforma administrativa (caso seja aprovada), salientou que o foco do governo será a simplificação. “Temos que achar um ponto de equilíbrio e queremos ouvir a proposta da indústria e demais segmentos”, afirmou.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Filipe Scotti/Fiesc
Informações: Governo de SC

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