Unidade de Desenvolvimento Rural pretende expandir Ceasa

A Comissão de Economia recebeu, na segunda-feira (11), representantes da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e da Unidade de Desenvolvimento Rural (UDR) de Joinville. Eles apresentaram os respectivos planos de ações para 2019.

O gerente de Desenvolvimento Rural, Beto Amaral, afirmou que em 2019 uma das intenções da UDR é fazer também um projeto de manutenção e reforma da Ceasa. Ele disse que a Ceasa de Joinville é a única de Santa Catarina que não é estadual, mas municipal. O gerente afirmou, entretanto, que há a ideia de fazer um convênio com o governo de Santa Catarina para a gestão da Central.

Amaral afirmou que deve trabalhar numa proposta de lei para criação da Política Agrícola Municipal, que esteja de acordo com a Política Agrícola Federal. A UDR deve trabalhar ainda, de acordo com o gerente, em uma revisão da lei que instituiu o Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Rural Sustentável de Joinville.

“Na criação da Ceasa, Joinville não se atentou a algumas regras que poderiam ser colocadas em legislação, como não permitir atacadistas de gêneros agrícolas próximos à Ceasa. O município deveria reestudar a legislação municipal”, disse.

Beto Amaral citou, ainda, que a UDR pretende criar um protocolo de produção de lambari, que será transformada em cartilha para os piscicultores. O gerente disse, também, que a UDR continuará neste ano os trabalhos de assistência técnica aos agricultores e manterá os postos de atendimento ao agricultor.

Epagri

O gerente regional da Epagri, Hector Haverroth, afirmou que o planejamento do órgão para este ano contempla especialmente o turismo rural, a cultura de arroz e a pesca em Joinville. Uma das demandas identificadas é o auxílio aos trabalhadores do turismo rural no acesso a políticas públicas. “O potencial do turismo rural em Joinville é grande”, destacou.

Haverroth disse ainda que a apicultura de Joinville tem potencial para exportação, já que, para ele, teria a condições de ser exportado como orgânico, por não apresentar traço de uso de transgênicos.

Na visão do gerente da Epagri, o ICMS cobrado em Santa Catarina dificulta a competição de alguns produtos agrícolas de Joinville. Haverroth citou a produção de palmito da cidade, que, segundo ele, perde competitividade na exportação em comparação ao palmito produzido no Pará, estado com alíquota menor de ICMS.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Arthur Schlieck/CVJ
Informações: CVJ

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