Chapa 3 quer mudar orientação política do Sinsej

Nem de direita e nem de esquerda. É assim que a Chapa 3 – Novo Sinsej, que tem como candidato a presidente Leonardo Samuel de Oliveira Vaz, se apresenta para a eleição deste ano do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville e Região (Sinsej), diferente dos outros dois grupos que disputam a entidade. O objetivo é tirar a influência marxista e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Sinsej.

Vaz fala em servidores politizados, mas livres para terem suas ideias. “Temos a visão de um sindicato diferente, sem bandeiras partidárias, sem forçar ideologias, sem influência da CUT”, explica o candidato. Ele afirma não gostar do rótulo de esquerda e direita dentro do sindicato, “porque isso é coisa de partido e não de sindicato”.

Justamente por esse posicionamento, a marca que a Chapa 3 quer deixar na gestão é de imparcialidade política. “Achamos que sindicato não é partido, mas uma administração transparente que preza pelo social e que quer o melhor para nossos servidores, qualidade no ambiente de trabalho e salários dignos, com crescimento pessoal e intelectual”, defende Vaz.

Na lista de reivindicações, o candidato fala em pauta reduzida. “Queremos mostrar que com uma pauta reduzida temos condições para conseguir a recuperação salarial e um vale alimentação melhor. Ele também defende que é necessário a presença do sindicato no dia a dia nos locais de trabalho para diminuir e inibir o assédio moral. “Não basta aparecer uma vez só para deixar jornal e fazer campanha”, critica.

Assim como as outras duas chapas, Vaz também cita o momento nacional como um fator que influencia na luta do sindicato. “Vivemos um momento conturbado, véspera de ataques em nossa aposentadoria, principalmente para o serviço público, onde os servidores são tão vítimas quanto os aposentados da iniciativa privada. Nossa categoria vem há muitos anos sofrendo ataques e perdendo poder aquisitivo”, lamenta o candidato.

As conversas do grupo que formou a Chapa 3 começou ainda em 2017. Alguns amigos conversavam sobre “tentar fazer mais e melhor para que os servidores tivessem uma vida melhor”. Desses alguns disputaram a presidência da Associação dos Servidores Públicos Municipais de Joinville (ASPMJ).

Texto: Alexandre Perger
Foto: Divulgação

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