Joinville registra 315 focos do mosquito transmissor da dengue

O Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde de Joinville registrou mais um número preocupante de focos de Aedes aegypti, o mosquito da dengue, febre chikungunya e zika vírus. São 315 focos encontrados em menos de dois meses. É o triplo do número de casos encontrados no mesmo período (1 de janeiro a 12 de fevereiro) do ano passado: 104.

Segundo a coordenadora do Serviço de Vigilância Ambiental, Nicoli dos Anjos, o aumento é causado pela falta de acompanhamento dos moradores com relação às medidas preventivas para a proliferação do mosquito.“O descuido da população é o maior motivo do aumento. Temos encontrado muitos vetores do mosquito nas casas. Um brinquedo, um copinho por mais de sete dias parados no quintal já é o suficiente para se tornar um criadouro”, adverte Nicoli.

Joinville registra um grande aumento no número de focos desde o ano passado. De 2017 para 2018, o aumento foi de 276%. Em 2017, durante todo o ano, a cidade registrou 292 focos, contra 806 em 2018. Neste ano, os focos estão mais concentrados nas regiões Leste, Sul e Sudeste de Joinville. A maior parte dos focos está concentrada nos bairros Boa Vista (71), Itaum (37), Fátima (38) e Jarivatuba (29).

Nicoli destaca que as regiões infestadas preocupam principalmente porque é muito difícil de conter a proliferação do mosquito e que este trabalho pode durar dois anos ou mais. Para quem mora perto de regiões infestadas pelo Aedes aegypt, a coordenadora alerta: “Os bairros próximos devem ficar atentos, pois o mosquito pode voar até lá ou ser levado dentro de um carro, por exemplo”.

Prevenção

As ações de prevenção são feitas pelos Agentes Comunitários de Saúde, ligados às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e equipes do Serviço de Vigilância Ambiental, através de visitas aos domicílios, vistorias e eliminação de recipientes com água parada. “Precisamos unir forças neste período crítico, para que não tenhamos uma epidemia em nosso município. O Serviço de Vigilância Ambiental se coloca a disposição para qualquer auxílio de visitas e ações em conjunto com a comunidade”, informa Nicoli.

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito também pode depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais, em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Agência Brasil
Informações: Prefeitura de Joinville

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