Kennedy Nunes quer ser o nome da oposição a Carlos Moisés

Kennedy Nunes (PSD) surfou na onda conservadora que mudou a cara da política em 2018. Evangélico, abraçou pautas que voltaram ao centro do debate e ajudaram a eleger Jair Bolsonaro (PSL) ao Planalto e Carlos Moisés da Silva (PSL) ao governo estadual. “Contra pedofilia” (como se alguém fosse a favor); “contra ideologia de gênero” (como se isso existisse; e “contra aborto” foram alguns de seus motes de campanha.

A estratégia deu certo, mas agora, no início do mandato, o político joinvilense volta suas baterias contra Carlos Moisés da Silva. Ataca o governador na tribuna e reverbera em suas redes sociais, o que indica que o ataque faz parte da estratégia.

“O discurso durou menos que 5 minutos. Me perguntaram o que achei do discurso e do tempo de duração? Do tamanho do governo!”, provocou nas redes sociais.

Já em seu discurso na tribuna, na sessão desta quinta-feira (7), amenizou: “Tenho manifestado algumas divergências com relação ao Executivo, mas não tenho nada contra a pessoa de Carlos Moisés, mantendo os embates restritos às ideias. Espero que tenhamos a capacidade de discutir ideias e posições, mas que também possamos ser parceiros de um poder que também representa o cidadão”.

Kennedy sabe ler o cenário, como fez em 2018. A estratégia lhe garantiu a continuidade na Alesc, o único remanescente de Joinville. Seu colega Darci de Matos (PSD) deu um salto maior, para o Congresso Federal, enquanto Patrício Destro (PSB) não se reelegeu. O parlamentar sabe que a situação econômica do governo é crítica e talvez aposte nisso para ganhar capital político com a oposição.

Kennedy sonha em ser prefeito de Joinville. Já concorreu três vezes: 2004, 2008 e 2012. Chegou perto na última, quando foi para o segundo turno com Udo Döhler (MDB) e liderava as pesquisas até os últimos momentos do dia da eleição. A vitória era tão certa, de acordo com a pesquisa de boca de urna, que chegou comemorando ao Expocentro Edmundo Doubrawa, onde os votos estavam sendo contados. Em 2016, conforme disputas e acordos internos do seu partido, deixou a disputa para Darci de Matos.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Luca Gebara/Agência Alesc

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *