Mais protestos marcam audiência pública sobre taxa de esgoto

Desta vez acabou, mas não sem polêmica. Ocorreu na noite de quinta-feira (17) a audiência pública para apresentar a proposta e ouvir a população sobre o aumento da taxa de esgoto em Joinville. Promovida pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris), a reunião foi encerrada antes que todos os inscritos falassem, o que gerou protestos.

A agência sugere que seja cobrado um valor equivalente a 100% da tarifa de água. Atualmente é cobrado 80% de quem é atendido pela rede coletora de esgoto. A primeira reunião para debater o tema, no auditório da Amunesc, não terminou por conta de protestos. Aos gritos, as pessoas impediram a continuidade do evento.

Acompanharam a audiência pública os vereadores Maurício Peixer e Pelé (PR), Tânia Larson e Adilson Girardi (Solidariedade), Rodrigo Fachini (MDB), Natanael Jordão e Odir Nunes (PSDB) e Rodrigo Coelho e Ninfo König (PSB).

Maurício Peixer pediu a Aris que tente convencer o prefeito a desistir da revisão. “A gente faz levantamentos, vai atrás, e realmente o lucro da Águas de Joinville é suficiente pra fazer o reinvestimento”. Ele disse que a tarifa de Joinville está até 15% mais alta que a de cidades da região, como Jaraguá, onde está abaixo de R$ 30.

Segundo a Aris, a revisão possibilitaria estancar o prejuízo com esgoto e também diminuir o percentual dos reajustes, que ocorrem a cada quatro anos. A rede de abastecimento de água chega a 98% das residências e comércios. O prejuízo com o esgoto deve chegar a R$ 400 milhões em 2022.

Rodrigo Fachini, que não pôde falar, reclamou do fim antecipado da reunião e disse que entrará com uma representação contra a agência. Odir Nunes declarou ao público que pedirá a anulação da audiência.

A audiência foi feita na Câmara a pedido da população, segundo a Aris. O Poder Legislativo não deve analisar essa proposta porque ela é definida por decreto do Executivo.

Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: CVJ

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