Joinville perde para o Vasco no Centreventos e pode acabar a rodada na lanterna do NBB

O Centreventos Cau Hansen foi palco de mais um grande jogo do NBB. Joinville e Vasco são adversários diretos tanto na briga por uma vaga nos playoffs quanto pra fugir da zona de rebaixamento, por isso vencer o duelo era fundamental para as pretensões das duas equipes. E o Vasco levou a melhor. Aproveitando o início de jogo para abrir uma boa vantagem, os cariocas conseguiram segurar a pressão no final e ficaram com a vitória por 92 a 81.

O Joinville começou a partida dando pinta de que teria uma grande noite no ataque. Nos cinco minutos iniciais a equipe da casa aproveitou a desorganização do Vasco em quadra e abriu uma pequena diferença no placar. Mas o técnico Alberto Bial parou o jogo e acertou o cruz-maltino em quadra. Foi então que a lei do ex começou a castigar o Joinville. Os mandantes estacionaram nos 10 pontos e viram Deonta Stocks fazer um primeiro tempo perfeito. O armador acertou todos os arremessos que tentou, deu bons passes e ainda roubou três bolas apenas nos dois primeiros quartos. Duda Machado também foi importante para o time do Rio de Janeiro, contribuindo com oito pontos no quarto inicial, vencido pelo Vasco por 23 a 10.

No segundo quarto o Joinville equilibrou as ações. Cook apareceu para o jogo e a bola de Starks começou a cair. Juntos, os americanos somaram 14 pontos no período. Porém, a equipe tinha dificuldades no garrafão, tanto para infiltrar quanto nos rebotes. Mesmo se recuperando no jogo o Joinville não conseguiu diminuir a diferença e o quarto terminou 48 a 33 para o Vasco da Gama.

No terceiro período o técnico Daniel Lazier apostou na juventude de Vezarinho, Dieguinho e Weihermann. Junto com Starks o trio deu outra cara ao Joinville, que passou a dar mais trabalho a defesa vascaína. Do outro lado, Duda e Rafael mantinham a diferença dos alvinegros segura. Equilibrado, o quarto pouco mudou a situação do jogo, mas a boa atuação dos garotos deu um ânimo a mais para o Joinville, que seguia correndo atrás do placar, 52 a 70.

No quarto decisivo, os irmãos Vezaro comandaram a grande reação do Joinville. Vezarinho fez 15 pontos e Felipe Vezaro ajudou com mais oito. A vantagem que chegou a ser de 20 pontos durante o jogo caiu para apenas cinco. Mas a experiência do time vascaíno fez a diferença e a equipe conseguiu suportar a pressão. Nervoso com a arbitragem, que tomou decisões questionáveis na reta final de partida, o time joinvilense cometeu erros decisivos e viu a diferença crescer novamente e de forma irreversível.

Números

A derrota foi a sétima seguida do Joinville, que caiu para a 13ª posição na tabela. A equipe torce contra o Brasília, que joga nesta terça-feira (15), para não entrar na zona de rebaixamento ainda nessa rodada. Já o Vasco encerrou seu jejum de derrotas e assumiu a 12ª posição, na zona de classificação para os playoffs.

Vezarinho foi o cestinha do jogo com 25 pontos, seguido por Starks, com 18, e dos vascaínos Stocks e Caio Torres, ambos com 17. Gemerson, do Vasco, atingiu um double-double, com 10 pontos e 11 rebotes. Mathias e Felipe Vezaro se destacaram nos rebotes, pegando sete cada um.

O Joinville volta à quadra no sábado (19), diante do Minas, no Centreventos. Já o Vasco encara o Franca, na quinta-feira (17), em São Januário.

Comentários

André Bambu avaliou a derrota joinvilense. “Precisamos avaliar a nossa postura, aonde a gente está falhando. Temos trabalhado, mas não está sendo suficiente porque a gente vem cometendo grandes erros na defesa. Então precisamos ficar atentos a isso. Volto a falar, é coração. Temos que ter coração para defender, não temos que nos preocupar com faltas, temos que dar a vida porque os times que vamos enfrentar são melhores que nós, no papel. Só que a gente precisa ter postura para ganharmos deles”, afirmou o pivô.

O técnico Daniel Lazier creditou a derrota ao desempenho da equipe no primeiro quarto. “No começo do jogo a defesa do Vasco teve muito mérito. Sentimos muita dificuldade com a lesão dos nossos pivôs (Jerônimo está fora da temporada por lesão e Mathias tem jogado no sacrifício) então não estamos conseguindo pontuar de dentro do garrafão e o pessoal do Vasco leu bem isso e o nosso ataque não conseguiu achar uma variação”, explicou.

Lazier ainda falou sobre a arbitragem, que deixou os jogadores do time da casa bastante irritados no fim da partida. Questionado sobre o assunto, ele se posicionou: “eu não gosto de falar da arbitragem, mas às vezes é necessário. Hoje foi um árbitro catarinense que apitou e para mim inverteu muitas faltas. Até brinquei com ele no meio do jogo, parece que para dar uma falta para o Vasco eles pedem desculpa e para dar falta para gente é uma facilidade tremenda. Mas acredito que a derrota não foi culpa da arbitragem, só que em algumas situações a gente precisa ser tratado com um pouco mais de respeito, não só em situações dentro da quadra, como fora dela também”.

Provocações geram confusão no fim do jogo

Assim que o jogo acabou uma confusão se instaurou em quadra. Irritados com supostas provocações dos vascaínos, especialmente do armador Vithinho, os jogadores do Joinville discutiram com atletas do Vasco e houve troca de empurrões. As comissões técnicas entraram em quadra para tentar acalmar os ânimos, mas levou alguns minutos para que o entrevero terminasse.

Daniel Lazier considerou as atitudes do jogador adversário desrespeitosas com os atletas do Joinville. “Houve desrespeito por parte do Vithinho sim. Falando demais, fazendo gestos. Ele falou muita besteira durante o jogo e chegou a agredir o Lucas Vezaro no último quarto, em um lance que a arbitragem deu a falta antidesportiva, então o que aconteceu no final foi uma reação a uma ação negativa do jogador do Vasco”, afirmou o técnico joinvilense.

Alberto Bial defendeu seu atleta. “De maneira nenhuma ele foi desrespeitoso. O Vithinho é um jogador super educado, quem falou que ele provocou deve estar de cabeça quente. Eu educo meus jogadores desportivamente, fui técnico aqui, quem trabalhou comigo sabe disso. Quem falou que ele provocou cometeu um erro muito grande. Ele apenas fez um gesto que vários jogadores fazem. Nós perdemos de 30 para Franca, de 20 para o Flamengo e ouvimos várias situações e botamos a viola no saco e não ficamos chorando o leite derramado. Acusar o nosso time de algum tipo de deselegância é muito feio e não condiz com a história de Joinville”, afirmou o comandante cruz-maltino.

Texto: Vitor Forcellini
Foto: LNB

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