Mulheres pela Democracia denuncia ameaça representada por Bolsonaro

Na tarde de sábado (20), cerca de 800 pessoas participaram do ato de Mulheres pela Democracia, em Joinville. Jovens, mães, pais, idosos, crianças, estudantes e membros de movimentos sociais expressaram repúdio a declarações machistas, racistas e homofóbicas ao candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, e denunciaram a ameaça que o mesmo representa para a democracia.

Foto da Frente Joinville pela Democracia

“Esse é um momento de luta, de resistência ao que está acontecendo, que vem desde 2013 que respinga até agora”, diz Alaíde Honorato da Silva, ativista do Coletivo Ashanti e presidente do Conselho de Mulheres de Araquari.

Com início na Praça Lauro Muller (da Biblioteca Municipal), a manifestação seguiu com uma caminhada pela região central até a Praça da Bandeira. No caminho, passaram pela frente do Hospital Municipal São José, em que fizeram silêncio em respeito aos internados.

O ato contou com a participação do casal Lucia e Edgar Schatzmann, que sofreu na pele a ditadura militar brasileira, quando ele foi preso. Sua história foi contada no documentário “Ditadura Reservada”, de Fabrício Porto. “Nós vivemos coisas horríveis e jamais vamos querer que aquele passado volte”, contou Dona Lúcia.

O movimento de mulheres contra a candidatura de Bolsonaro é conhecido na internet pela hashatg #EleNão, em que pessoas expressam suas opiniões contrárias às propostas e declarações públicas do presidenciável, que possuem cunho xenofóbico e discurso de ódio contra as minorias.

Esta semana o jornal a Folha de São Paulo publicou uma reportagem expondo a prática ilegal de doação de campanha para Bolsonaro, em que megaempresários estariam comprando pacotes de disparos em massa contra o candidato do PT, Fernando Haddad. Segundo a Folha, cada contrato chegaria a 12 milhões de reais.

Por causa do escândalo, os manifestantes jonvilenses pararam na frente da Havan, na Rua Procópio Gomes, aos gritos de “uh, é Caixa 2” e “Havan é Caixa 2”, já que a loja estaria na lista das empresas que participaram do Caixa 2 favorável a Bolsonaro.

Supra-partidário, a manifestação envolveu diversos grupos que fazem oposição ao PT, como anarquistas e militantes do PSTU, mas que entendem a gravidade do momento para a democracia brasileira. “Acredito que esse é o espírito democrático, tem pessoas que não gostam do PT e estão aqui, porque não concordam com isso, são contra o Bolsonaro”, contou Vinicius Ferreira, publicitário.

Um passeio por dentro da marcha

Texto: Graziela Tillmann
Foto: Alex Sander Magdyel

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