Estudantes protestam contra Bolsonaro nas universidades

Um ato do movimento estudantil contra Jair Bolsonaro (PSL), candidato de extrema-direita, reuniu cerca de 150 estudantes na noite de quarta-feira (17), na Univille e na Udesc. Eles percorreram os corredores das instituições, com cantos e falas de protesto.

De acordo com a estudante Yohanna Tomaschitz, do  Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi (Calhev), a ideia de fazer o ato surgiu dos próprios estudantes do curso de História, que ganharam apoio de estudantes de outros cursos, inclusive de engenharia, em assembleia realizada por eles.

“Nessa assembleia tiramos que faríamos um material analisando o plano de governo do Bolsonaro, com diversos pontos que ele coloca em seu programa que nada beneficiam estudantes, trabalhadores e a população em geral”, conta a estudante. Ela revela que sabiam que o antipetismo seria forte e que seria necessário, além de panfletar, dialogar com as pessoas para conseguir virar o voto. O movimento ganhou força na segunda assembleia, com apoio de mais cursos e de estudantes que nem conheciam o movimento estudantil.

Os estudantes cobraram uma posição da Univille diante da situação. “A Universidade é um ambiente político, é um lugar de movimento estudantil e de estarmos nos posicionando contra qualquer tipo de ataque à Educação e à pesquisa científica, contra discursos de ódio que incitam violência. E, principalmente, se posicionar pela frágil democracia que ainda temos”, afirma a estudante.

Coordenador do Diretório Acadêmico Nove de Março (Danma), dos estudantes da Udesc Joinville, Guilherme Luiz Weiler frisou em seu discurso que não se trata de defender partido, mas a democracia.

“O ato foi muito bom, e mostrou pra todo mundo que participou, e mesmo pra quem só olhou: os estudantes estão lutando contra uma candidatura criminosa (a Folha de São Paulo provou ontem mais um crime do ‘Messias’). Nós seremos resistência num eventual governo Bolsonaro. Passeamos pela Univille, pela Udesc e pelos arredores fora do campus gritando: Ele não! Fascismo não! Educação sim! Democracia sim!”, concluiu.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Danma

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