Joinvilenses criam frente pela democracia e realizam atividades na cidade

Joinville deu 72% dos seus votos para o candidato Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno, mas um grupo de entidades e cidadãos quer diminuir ou pelo menos minimizar essa votação na segunda etapa da eleição presidencial. Eles formam a Frente Joinville pela Democracia e buscam, voto a voto, mudar o cenário. Diversas atividades estão programadas para os próximos dias.

A primeira ocorre na noite de quarta-feira, em um grande encontro da frente. Representantes de associações, partidos, entidades estudantis, professores e outros interessados vão falar sobre o atual cenário e o que está em jogo. A plenária ocorre na sede do Sindicato dos Metalúrgicos (rua Ministro Calógeras, 469, Centro), às 19h30.

A antropóloga e professora Maria Elisa Máximo, uma das pessoas que puxaram o movimento, comenta a importância e a dificuldade de fazer isso em um cenário como o joinvilense. Ela menciona o caráter supra-partidário do movimento e explica que o desafio é justamente mitigar as diferenças entre as pessoas que compõem a Frente.

“A importância mais imediata desta frente é a reunião de pessoas, movimentos sociais e partidos político que se situam naquilo que a gente chama, de modo bem genérico de progressistas, que estejam comprometidas com a manutenção de um conjunto de direitos e também com a manutenção de políticas públicas implementadas nos  últimos anos”, afirma.

Mulheres e estudantes promovem atos

Também na quarta-feira (18), no Bloco A da Univille, haverá o ato “Estudantes contra o fascismo”, com início às 18 horas. Algumas entidades estudantis têm se posicionado contra a eleição de Jair Bolsonaro, como o Diretório Acadêmico Nove de Março (Danma), dos estudantes da Udesc Joinville. Para Guilherme Luiz Weiler, coordenador da entidade, o momento é muito perigoso e que a neutralidade não irá ajudar em nada.

“O Diretório decidiu se posicionar basicamente para reforçar sua linha de batalha, que sempre foi contra o fascismo, contra o ódio e contra ideias de intolerância e preconceito, além da luta pela educação pública, gratuita, de qualidade e com pensamento crítico. Infelizmente, o segundo turno das eleições presidenciais desse ano tem tudo isso de podre representado em torno da candidatura do Jair. Não podemos nos calar diante de um retrocesso certo. Nosso estatuto e nossa história nos diz que o Danma é, desde sempre, um instrumento político. É nosso dever agir dessa forma”, afirmou.

No sábado (20), as mulheres vão às ruas novamente para repetir o movimento #EleNão. No dia 29 de setembro, o movimento levou aproximadamente 2 mil pessoas, na maior parte mulheres, para mostrar oposição ao candidato do que fez declarações racistas, machistas, homofóbicas e pró-ditadura nos últimos anos. Veja a galeria de fotos da manifestação.

Coletiva de imprensa

Na tarde desta terça-feira (16), às 14 horas, haverá uma coletiva de imprensa da Frente. Haverá uma transmissão ao vivo pelo Facebook para quem quiser acompanhar.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Gabriela Puccini

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