La Compostera rende primeiros frutos neste sábado

La Compostera é uma banda joinvilense que faz uma espécie de re-pré-estreia neste sábado (6). O que começou meio sem compromisso, tocando em festas após encontros e apresentações de maracatu, ganhou contornos mais sérios (no bom sentido) nos últimos meses, com novas propostas e objetivos. Nesta véspera de eleição, a trupe recebe amigos e outros interessados para um ensaio aberto, cuja a arrecadação será destinada à gravação do primeiro álbum.

Vinícius José Puhl Ferreira (vocal, violão e teclado), Lucas Machado (bateria e percussão), Nayara Piloni (vocal, baixo), Bárbara Saturnino (contra-baixo – acústico e elétrico) e David Reis (guitarra) formam o grupo que pretende trabalhar com músicas autorais e ritmos brasileiros. Por enquanto, a maior parte das composições são antigas e novas de Vinicius, que estão ganhando novos arranjos para o projeto, que ganharam muita influência de Lucas neste processo.

“A ideia é fazer isso coletivamente também, abrir espaço para as composições da banda e construir um som se conhecendo”, conta Vinícius.

Além dos novos arranjos, outras canções foram compostas pelo grupo nesta nova fase. “Dylan Boy”, por exemplo, é uma parceria entre Vinicíus e Nayara. O repertório também conta com uma música de Matê Magnabosco, percussionista da formação original que está afastada da banda pela distância, pois mora em Curitiba.

Nova fase

Trata-se de uma re-pré-estreia (termo inventado especialmente para esta matéria, caso não exista) porque a banda começou a germinar no fim de 2016, quando receberam um convite para tocar na abertura do bar de duas amigas. Desde então a banda fez apresentações espaçadas, ensaiando mais quando eram chamados para tocar. A ideia, agora, é tornar a coisa mais regular e, portanto, mesmo que já tenham se apresentado diversas vezes, é um tipo de pré-estreia da nova fase.

O nome do projeto surgiu quando Lucas olhou para um quadro, na casa de uma amiga, que identificava o objeto abaixo – uma composteira. Porque estava em espanhol eles não sabem, mas bateram o martelo ali mesmo, pois o conceito tem tudo a ver com a proposta.

“É onde a gente junta um monte de matéria e de ideia para transformar e se renovar. Até as ideias que não serviam mais podem voltar a servir depois de misturadas. Essa ideia da composteira é bem interessante, de renovar. É algo que não morreu ainda, mas que se empresta a um novo ciclo. E eu acho que a gente faz isso com os ritmos, com as referências, de misturar tudo isso para sair com a nossa cara depois”, explica Vinícius.

Referências

Entre as referências estão nomes não tão conhecidos pelo chamado grande público: Douglas Germano, Siba, Alessandra Leão, Kiko Dinucci e a banda Metá Metá. “Essa galera que tá fazendo um som muito potente”, diz Vinícius, que também mencionou nomes do cenário local, como a banda Fevereiro da Silva e os cantores Ana Paula da Silva e Dentinho Arueira.

E se o leitor ainda não pegou bem as propostas, a explicação de Bárbara pode ajudar. Ou problematizar um pouquinho mais:

“Às vezes eu tenho dificuldade para explicar o tipo de música que a gente toca. Eu digo que é música brasileira, mas às vezes a pessoa remete isso à MPB, que lembra aquela coisa de voz e violão. Não que MPB seja só isso, mas lembram disso. Eu vejo que La Compostera é um pouco maior. Ela mistura várias coisas, vários ritmos, vários instrumentos e várias possibilidades em cada música. Eu acho que tudo isso tem tudo a ver com o nome da banda, que é essa miscigenação de sons, remetendo também à miscigenação da história brasileira”.

Caso você ainda não tenha pegado o conceito, uma boa ideia é conferir com os próprios ouvidos no ensaio aberto, que será na rua Marcolino Serapião de Oliveira, 138, Boa Vista, com início das atividades às 15 horas. A banda, que começará a tocar às 18 horas, pede a contribuição que a pessoa quiser e puder dar, a partir de R$ 5. Haverá comida e bebida para comprar no local. Mais informações no evento.

Texto: Felipe Silveira
Foto: La Compostera

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