Projeto vai usar impressora 3D para reproduzir artefatos arqueológicos

Unir o conhecimento duas diferentes áreas para ajudar a preservar a história de povos antigos que habitaram a região de Joinville. É isso que fez o casal Alan Fachini e Fernanda Borba, em parceria com membros do Museu Arqueológico do Sambaqui e o Fab Lab (laboratório de tecnologia). Ele é da área de tecnologia e ela tem formação em história. Juntos, desenvolveram um projeto para imprimir em plástico artefatos arqueológicos.

A iniciativa, que recebeu recursos do Edital de Apoio à Cultural do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), promoverá três encontros com a comunidade. O primeiro será uma conversa sobre arqueologia e tecnologia, no próximo sábado (29), às 14 horas, na rua Otto Boehm, 48.

No segundo encontro, marcado para o dia 6 de outubro, a ideia é conhecer melhor as tecnologias e os instrumentos do escâner e impressora 3D comprados com o recurso do projeto. Será iniciado também o processo de escaneamento dos artefatos selecionados, com continuidade em outros momentos.

Em um terceiro encontro, ainda sem confirmação de data, serão realizadas as impressões dos arquivos dos artefatos escaneados. Como esta etapa necessita de um período maior, o encontro servirá para entender como ela funciona.

Um dos principais objetivos do projeto é aproximar as novas tecnologias da arqueologia, preservando o acervo que conta parte importante da história e facilitando o acesso das pessoas a esse conhecimento. “Nem todos e todas conseguem ir aos museus ou, ainda, quando conseguem, por vezes, não podem tocar nos originais. O acesso é um ponto importante que valorizamos”, comenta Fernanda.

O projeto ainda tem alguns objetivos relacionados ao Plano Municipal de Cultura. Entre eles está a colaboração com profissionais que atuam na área de patrimônio cultural da cidade e o fomento a experiências que envolvam experiências com acervos de museus.

A seleção dos artefatos é feita em conjunto com os profissionais do Museu do Sambaqui. Depois dessa fase, será utilizado um escâner 3D para criar um modelo virtual da peça com um software e uma impressora 3D para imprimi‐la em plástico. “Essas máquinas criam com perfeição as projeções em três dimensões com materiais semelhantes ao vegetal, ao osso, à cerâmica e à rocha, sem causar dano ao artefato original”, explica Fernanda.

Ao final do projeto, os conjuntos dos artefatos selecionados e reproduzidos são doados para os parceiros para que componham as ações de cunho educativo que já realizam.

Texto: Alexandre Perger
Foto: Divulgação

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