SESC Joinville realiza evento sobre os 50 anos do AI-5

De 24 a 27 de setembro, o SESC de Joinville promove o evento “1968 – 50 anos depois”, cujo objetivo é refletir sobre os 50 anos da instauração do Ato Institucional nº 5 (AI-5), decreto assinado em 13 de dezembro de 1968 pelo general-ditador Costa e Silva que foi considerado como “um golpe dentro do golpe”. A ato deu início ao período mais duro do regime militar que durou de 1964 a 1985.

Serão quatro dias de discussões sobre o AI-5 e sobre a ditadura. No primeiro encontro, na segunda-feira (24), os historiadores Zaia Freire e Maikon Jean Duarte, o jornalista Sílvio Melatti e a advogada Ana Catarina de Alencar abordam o tema com relação às suas respectivas áreas de atuação.

O evento vai contar ainda com a exibição de dois filmes. O primeiro, na terça-feira (25), é “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, lançado em 2013. O drama mostra o desenvolvimento e as dificuldades de um romance entre dois homens durante o regime militar, sendo um deles um soldado que vive em um quartel. O segundo filme, na quarta-feira (26), é “Verdade 12.528”, documentário de Paula Sacchetta e Peu Robles sobre a Comissão Nacional da Verdade. Este evento faz parte da programação Diálogos Urgentes de Cinema 2018, que ocorre mensalmente em algumas unidades do Sesc em Santa Catarina, com debate após o filme.

Participam desta edição Maikon Jean Duarte, historiador e membro do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz; Rhuan Carlos Fernandes, estudante de História da Univille e membro do movimento negro Maria Laura; Mariana Vieira Gomes, presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da OAB de Joinville; e Cynthia Pinto da Luz, assessora jurídica do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, de Joinville.

A mesa de encerramento, na quinta-feira (27), é voltada à cultura. Artistas da cidade vão falar sobre consequências e resistências na arte em relação ao AI-5 e ao regime. Participam a escritora Melanie Peter, a musicista Semitha Cevallos e os atores e diretores Robson Benta e Cristovão Petry.

O evento é promovido pelo Sesc em Joinville e conta com o apoio do Movimento para Mudar o Nome do Bairro Costa e Silva. Todas as atividades são gratuitas e não é necessário retirar ingressos. Porém, o espaço está sujeito à lotação. O Teatro do SESC fica na rua Itaiópolis, 470, bairro América.

Programação

Segunda-feira (24), às 19 horas
Mesa de abertura
Tema: Perspectivas sobre o AI-5

Convidados: Zaia Freire, historiador; Maikon Jean Duarte, historiador; Ana Catarina de Alencar, advogada; e Sílvio Melatti, jornalista.

Terça-feira (25)
CineSesc
Filme: “Tatuagem”, de Hilton Lacerda. Drama. Classificação: 16 anos.
Sinopse: Ano de 1978. No Brasil, a ditadura militar, ainda atuante, mostrava sinais de superação. Clécio Wanderley (Irandhir Santos) é o líder da trupe teatral chão de estrelas, que realiza shows repletos de deboche e nudez. Num dos shows ele conhece Fininha (Jesuíta Barbosa), um jovem soldado, que vive num quartel… Esse relacionamento é pautado pelo conflito entre esses dois mundos.

Quarta-feira (26), às 19 horas
Diálogos Urgentes de Cinema 2018
Filme: “Verdade 12.528”, de Paula Sacchetta e Peu Robles. Documentário, Brasil, 2013. 52 min. Classificação: Livre
Sinopse: Como manter viva a memória dos que tombaram durante a Ditadura Militar? De que maneira contornar os impedimentos legais trazidos pela Lei da Anistia, promulgada há trinta anos, e prosseguir com os trabalhos de resgate e reconstrução deste período? De que modo juntar os fatos dispersos para montar o quebra-cabeças e recuperar a imagem de uma das fases mais escuras da história do nosso País? Como resquícios da Ditadura Militar continuam presentes, ainda hoje, em nossa sociedade? A recém-instaurada Comissão da Verdade surgiu para buscar algumas destas respostas. Paralelamente a ela, percebemos a necessidade de um registro desse processo. Até onde chegará o trabalho da Comissão da Verdade e o que a população espera dela?

Convidados: Maikon Jean Duarte, historiador e membro do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz; Rhuan Carlos Fernandes, estudante de História e membro do movimento negro Maria Laura; Mariana Vieira Gomes, presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da OAB de Joinville; e Cynthia Pinto da Luz, assessora jurídica do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, de Joinville.

Quinta-feira (27)
Mesa de encerramento
Tema: Consequências e resistências na arte ao AI-5

Convidados: Melanie Peter, escritora; Cristovão Petry, ator e diretor de teatro; Semitha Cevallos, musicista; Robson Benta, ator e diretor de teatro.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Memorial da Democracia
Informações: SESC Joinville

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