Darci de Matos coloca panos quentes em discussão de ex-aliados

Uma coalização de partidos de centro-direita governa Santa Catarina há 16 anos. O arquiteto da chamada Tríplice Aliança (PMDB, PSDB e naquele momento o PFL) foi Luiz Henrique da Silveira (PMDB), o hábil político de Joinville falecido em 2015, quando exercia o cargo de senador. A manobra levou LHS ao governo do estado em 2003 e Raimundo Colombo (antes no PFL/DEM e agora no PSD) em 2011, além de Eduardo Pinho Moreira na condição de vice que assumiu duas vezes após renúncias dos titulares.

Em 2018, com o fim da Tríplice Aliança (os tucanos já estavam afastados, mas o núcleo estava ativo), os ex-aliados se tornaram adversários em uma “guerra” que vai, pelo menos, até outubro. Assim, um dos campos de batalha é o plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), onde deputados que antes se abraçavam agora se digladiam.

Na sessão de quarta-feira (4), os parlamentares discutiam questões estaduais (fechamento de vagas nos Cedups, contas da saúde e bolsas de estudos do Artigo 170) e se atacavam. Maurício Eskudlark (PR) responsabilizou Colombo pelos problemas financeiros que afetam o estado e relatou uma conversa com Pinho Moreira em que o atual governador acusou o antigo de “criar elefantes brancos e problemas administrativos”.

O deputado Mário Marcondes (MDB) ironizou o debate entre os colegas. “Gostei do teatro, do ping-pong, ficou legal, os buracos em Santa Catarina apareceram de uns dias para cá, foi muita chuva”, comentou. Pouco depois, o joinvilense Darci de Matos (PSD) contemporizou e lembrou que nos últimos anos o estado foi administrado conjuntamente pelo MDB e PSD, assim como outros partidos coadjuvantes.

“Nós – quando digo ‘nós’ estou falando do governador Colombo, Eduardo Pinho Moreira, PSDB, PP, que foram governo – estamos bem, Colombo foi bem, transformou o estado em um canteiro de obras. Agora, depois de 16 anos, começamos a brigar? Não adianta buscar culpados, a crise chegou em Santa Catarina”, argumentou o parlamentar que foi líder do governo durante o mandato de Colombo.

Moacir Sopelsa (MDB) concordou com o líder do PSD. “Esse governo não é do MDB e não foi do PSD, é do MDB, do PSD, do PSDB, do PP, participaram do governo anterior no mínimo quatro partidos políticos, talvez, deputado Padre Pedro, só o PT tenha ficado de fora”, explicou o representante de Concórdia.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Arquivo da Alesc
Informações: Agência Alesc

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *