PSTU indica Ricardo Lautert, de Joinville, para disputa ao Senado

“Nossa participação se dá basicamente para denunciar o sistema anti-democrático que são as eleições, com pouco de TV e com grande financiamento do empresariado”, afirma Ricardo Walter Lautert, dando o tom de como será a campanha eleitoral do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) de Santa Catarina. Ele é o indicado do partido para a vaga ao Senado Federal.

Aos 36 anos, Lautert é professor da rede estadual catarinense. É formado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e especialista em Gestão Escolar. Natural de Francisco Beltrão (PR), chegou há sete anos em Joinville e mora no bairro Itinga. É casado e pai de uma menina.

O socialista concorreu pela primeira vez em 2016, à Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), quando fez 58 votos. Ele conta que participar das eleições como candidato não é uma tarefa fácil para a militância do PSTU e são poucos que aceitam a tarefa. Por isso, o partido vai apresentar poucas candidaturas neste pleito.

O foco da sigla, porém, é a crítica ao sistema. Seus candidatos vão divulgar o programa “Um chamado à rebelião: um projeto socialista contra a crise capitalista”. Segundo Lautert, o manifesto propõe o início de uma discussão sobre um programa socialista para o país e a crise, defendendo emprego pleno, salário e terra. O partido defende a ruptura com o imperialismo e os com banqueiros, parando de pagar dívida aos banqueiros, proibindo a remessa de lucros e estatizando as grandes multinacionais e o latifúndio sob controle dos trabalhadores.

“Queremos que nossa campanha seja um ponto de apoio às lutas que estão surgindo no país e em nossa cidade, greves, ocupações, manifestações e que também possa contribuir com a organização dos trabalhadores para a construção de um verdadeiro quilombo socialista contra a exploração, opressão, desemprego e violência”, diz Lautert. Para ele, as eleições não trazem mudanças significativas para a vida das pessoas.

Lautert conta que o planejamento para a campanha não está pronto, mas adianta que o foco é chegar ao operariado, periferia e juventude joinvilense, com participação em algumas atividades em Florianópolis, Criciúma, Itajaí e Blumenau. Segundo ele, os recursos para todas as pré-candidaturas não passarão de R$ 50 mil.

O PSTU critica a mídia, a classe dominante e seus partidos e também as organizações reformistas que estão completamente voltados para as eleições. Para o pré-candidato, “o país, e a vida dos trabalhadores e do povo pobre, só vai mudar de verdade com uma revolução socialista, que liberte o país do imperialismo e ponha fim ao capitalismo que só nos traz pobreza e miséria”.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Arquivo pessoal de Ricardo Lautert

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