Servidores trabalham para aumentar a adesão no primeiro dia da greve

Os servidores municipais de Joinville entraram em greve nesta segunda-feira (18). De manhã, a categoria realizou uma manifestação em frente à Prefeitura. À tarde, diversas equipes percorrem os locais de trabalho convidando mais colegas a cruzarem os braços. Segundo a Prefeitura, quase 500 trabalhadores não compareceram ao trabalho e terão o dia descontado.

Para a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej), Flávia Antunes, “há muito tempo não se via uma greve que começa com um grupo tão consciente e disposto a ajudar a ampliar o movimento”. Na terça-feira também haverá visitas às unidades, com saída dos comandos pela manhã, às 7 horas, e pela tarde, às 13 horas, do sindicato.

Na quarta-feira (20) será realizada nova manifestação, às 9 horas, em frente à Prefeitura, com o objetivo de fazer a Prefeitura reabrir as negociações. Após seis rodadas e três paralisações dos trabalhadores, houve poucos avanços na discussão sobre aumento salarial e outras reivindicações, o que fez os servidores decidirem pela realização da greve.

O prefeito Udo Döhler propõe reajustar os salários em 1,69% (inflação), mas somente no mês de agosto. A categoria pede a reposição da inflação e mais 5% para compensar perdas salariais acumuladas ao longo dos anos. Também quer respeito à data-base, que é 1º de maio.

Em relação ao vale-alimentação, a Prefeitura oferece um reajuste de R$ 13,25, passando o benefício que hoje é de R$ 296,75 para R$ 310. Os servidores querem um aumento que alcance o valor da cesta básica apurado pelo Dieese, de R$ 425. Outras questões, como a retomada da licença-prêmio, a possibilidade de venda de um terço de férias e a regulamentação de lotação e da transferência, fazem parte das reivindicações.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Aline Seitenfus/Sinsej
Informações: Sinsej

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