Sama volta atrás e diz que não tem verba para ampliar castrações

O diretor-executivo da Secretaria do Meio Ambiente (Sama), Valdeci Moraes, disse que a pasta não tem recursos para executar o projeto que dá direito a todo cidadão de castrar seus cães e gatos, com prioridade para alguns casos, como os de animais de rua, proposto pela vereadora Ana Rita Negrini Hermes (PROS).

A afirmação vem três meses depois que o secretário Jonas de Medeiros afirmou em reunião conjunta das comissões de Legislação, de Urbanismo e de Finanças que o município possui orçamento de R$ 1,2 milhão por ano e que a aprovação do projeto não geraria novo custo ao município.

Segundo Moraes, no entanto, o orçamento não comporta o projeto de lei da forma como está. “Temos disponibilidade de 6 mil castrações, que gera valor de R$ 1,2 milhão, mas essas castrações já têm destino estabelecido. Hoje não temos orçamento para ampliar atendimento. A Secretaria não tem como fazer isso”, argumentou.

Segundo a assessoria da vereadora Ana Rita Negrini Hermes (PROS), autora do projeto, o orçamento não está em questão, porque o objetivo do PLC é o de universalizar o direito dos cidadãos. Caberá à prefeitura determinar quantas cirurgias serão feitas e quanto gastará.

Ana Rita diz que os programas de castração seletivos não são bem-sucedidos. “Os cães e gatos abandonados se reproduzem em progressão geométrica se não forem castrados. É um investimento em castração para evitar mais gastos no futuro”, explicou.

O projeto foi aprovado nas comissões de Legislação e de Urbanismo, nos dias 16 de abril e 22 de maio, respectivamente.

Edição: Alexandre Perger
Foto: Nilson Bastian/CVJ

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