Câmara recebe denúncia sobre coleta clandestina de lixo reciclável

Chegou à Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores de Joinville uma denúncia contra a coleta clandestina de lixo reciclável. Caminhões não autorizados estariam recolhendo os resíduos antes dos veículos da Ambiental, a prestadora do serviço que detém a concessão pública.

De acordo com a denúncia, a ação desses catadores e a pouca separação do lixo nas residências reduziram os estoques de materiais das cooperativas de reciclagem.

Os vereadores debateram o assunto e o vereador Natanael Jordão (PSDB), que propôs o debate, deve apresentar projeto de lei para garantir que o material reciclável produzido no município seja utilizado apenas pelas cooperativas locais.

O diretor de Operações da Ambiental, Jurandir da Silva, afirmou que a empresa não pode fazer nada para coibir a “clandestinidade”, já que não tem poder de polícia. O representante da empresa confirmou diminuição da quantidade de lixo recolhida, que é de 780 toneladas por mês, em média, mas já foi de 1200 toneladas mensais. “Acreditamos que o caminho para acabar com o problema seja o de caracterizar que o lixo reciclável é propriedade do município”, disse Silva.

Para o coordenador da cooperativa Associação Ecológica de Recicladores e Catadores de Joinville (Assecrejo), Severino Nunes, a cooperativa está recebendo atualmente 90 toneladas mensais de resíduo reciclável, sendo que tem capacidade para 150. Dezoito famílias dependem da renda da cooperativa. “Se os caminhões clandestinos continuarem tirando essa fonte de renda, vai ficar ainda mais complicado”, afirmou.

Edição: Alexandre Perger
Foto: Nilson Bastian/CVJ

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