Governo diz que vai usar forças de segurança para desbloquear estradas

Após cinco dias de paralisação dos caminhoneiros, o governo federal faz acordo e diz que vai usar as forças de segurança para desbloquear estradas. O anúncio foi feito por Michel Temer no início da tarde desta sexta-feira (25). O presidente solicitou aos governadores que façam o mesmo. O acordo foi anunciado na noite de quinta-feira (24), mas, segundo o governo, uma parte dos caminhoneiros não cumpriu o acordado.

A paralisação dos caminhoneiros gerou diversas consequências em todas as regiões do país. Em Joinville, diversos postos encerraram o atendimento por falta de gasolina. A Central de Abastecimento de Joinville (Ceasa) será fechada neste sábado por conta da falta de alimentos. A prefeitura também informou que o serviço de coleta de lixo sofrerá restrições nos próximos dias. A empresa Ambiental, concessionária deste atendimento, orienta aos moradores a não colocar os lixos nas calçadas durante esse período de paralisação para evitar acúmulo do material em áreas públicas.

O desabastecimento também ocorreu porque a população, com a possibilidade de falta de produtos, passou a comprar em excesso, enchendo os tanques de gasolina e comprando mais comida nos mercados.

Em Santa Catarina, o desabastecimento afetou a produção no campo, em especial a pecuária e a produção de leite. Cirurgias eletivas também foram canceladas em hospitais do estado e sistemas de transporte público foram reduzidos em algumas cidades.

As principais reivindicações dos caminhoneiros são: redução de impostos sobre o preço do óleo diesel, como PIS/Cofins e ICMS, e o fim da cobrança de pedágios dos caminhões que trafegam vazios nas rodovias federais concedidas à iniciativa privada. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse nessa quinta-feira que a mobilização só será encerrada quando Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS/Cofins incidente sobre o diesel.

Michel Temer afirmou que 12 pontos colocados pelo movimento de paralisação foram atendidos pelo governo, incluindo a redução do preço final do diesel e também a eliminação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

Apesar do acordo com o governo, há caminhoneiros dispostos a continuar o movimento. Eles afirmam que não são representados por sindicato ou qualquer outra manifestação.

Combate à mentira

O governo catarinense está orientando a população para que busque somente informações oficiais sobre os impactos da paralisação dos caminhoneiros que afeta todo o Brasil. De acordo com o secretário de Comunicação, Gonzalo Pereira, em entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira (24), muitas informações falsas, as famosas fake news, estão surgindo em grupos de whatsapp e canais não oficiais.

“É importante que o cidadão utilize como fonte de informação os sites e canais do governo do estado para manter-se atualizado. Também os veículos de comunicação são fontes com credibilidade. A difusão de informações falsas, comum em situações como esta que vivemos, traz prejuízo à sociedade, e deve ser combatida”, ressalta.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

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