Fiesc entra com pedido de liminar para liberar caminhões

Nesta quarta-feira (23), a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) entrou com pedido de liminar para impedir o bloqueio de caminhões que transportam produtos de indústrias associadas à entidade, com especial ênfase às cargas de produtos perecíveis, como carnes e leite, além de produtos essenciais como remédios. A paralisação dos caminhoneiros chega no terceiro dia.

A entidade argumenta que tem recebido manifestações de empresas do setor relatando problemas com a mobilidade de cargas e pessoas em função do movimento dos caminhoneiros, que protestam contra a política de preços da Petrobras.

Para Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, a greve tem impacto sob duas dimensões: uma em relação à receita tributária, uma vez que as indústrias vão faturar menos em função da parada da produção e vendas.

Em ofício ao ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira, encaminhado na última terça-feira (22), a Fiesc destacou que no momento atual a paralisação “será mais um duro golpe na competitividade da indústria nacional e motivo de maior encolhimento da arrecadação tributária” e alertou que haverá impacto no fluxo de produção, comprometendo a conservação de produtos perecíveis, o cumprimento de prazos contratuais internacionais, o atraso no abastecimento do mercado interno, entre outros prejuízos. No documento, a entidade solicita o estabelecimento de negociações para superar o impasse e providências para evitar bloqueio nas rodovias.

Edição: Alexandre Perger
Foto: Agência Brasil

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