Richard Harrison quer brigar pelo empoderamento dos municípios em Brasília

Vereador em primeiro mandato, Richard Harrison (MDB) quer chegar à Câmara Federal na eleição de outubro. Se conseguir – e está confiante que é possível -, promete trabalhar por grandes mudanças, como a reforma política e o “empoderamento do município”. Policial militar da Reserva e ex-diretor da Penitenciária Industrial de Joinville, acredita que a questão da Segurança Pública será decisiva nas eleições, o que pode ajudá-lo a chegar em Brasília.

Harrison nasceu em Joinville, em 1969. Entrou para a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) em 1988 e assumiu a direção da penitenciária em 2006, experiência que, segundo ele, mudou sua visão de mundo. Quando entrou na PM, a lógica era do “pau e bomba”, que também passou a ser a sua. Na administração da unidade, trabalhou para oferecer condições de ressocialização para o preso, como educação e trabalho, e viu diminuir a reincidência.

“Essa pequena oportunidade que tive como administrador da penitenciária me permite falar desse processo inteiro da Segurança Pública fazendo um link muito próximo com educação, formação e qualificação, o que eu chamaria de oportunidade. O que falta para o governo é equilibrar essa questão das oportunidades”, afirmou o pré-candidato.

Harrison conta que sempre entendeu a política como a ferramenta necessária para colocar as ideias em prática. Ele disputou sua primeira eleição em 2000, pelo PSDB, ainda com a mentalidade do “bandido bom é bandido morto”. Decidiu entrar novamente para a política institucional em 2016, quando foi convencido pelo senador Luiz Henrique da Silveira a disputar uma vaga na câmara municipal. E foi bem, conquistando 5.464 votos, número que o colocou como terceiro vereador mais votado do MDB na cidade e o quinto mais votado da sigla em Santa Catarina.

A intenção não era entrar na CVJ. “Se for para ser político, eu vou ser deputado”, disse ao senador, mas foi convencido por LHS a começar por um degrau mais baixo. No entanto, não poupa críticas à política local. “Hoje a CVJ vive de políticas residuais”. Quanto à Alesc, chamou de “câmara de vereadores mais remunerada”. Frisou, no entanto, que não acha as casas legislativas desnecessárias, mas criticou o atual funcionamento das mesmas.

Em dois anos de Legislativo, se destacou em dois aspectos que se entrelaçam: uma crítica constante ao então governador Raimundo Colombo (PSD) e uma campanha contra o fechamento de escolas estaduais. “E vou bater no Pinho também se ele fizer bobagem”, disse. Porém, elogiou as medidas do governador que assumiu definitivamente em abril deste ano, como a escolha do novo comandante da PMSC e a prioridade, pelo menos discursiva, para saúde e segurança.

Se chegar à Câmara dos Deputados, Harrison afirma que vai lutar para que o município fique com mais recursos, pois é “onde a vida acontece”. Destaca que é necessário ouvir empresas de consultoria pública, coisa que não existe no Brasil. Para gerir o serviço público, vai defender a co-gestão, citando como exemplo o caso da penitenciária, que ele considera o melhor.

O pré-candidato joinvilense conta que vai focar sua campanha em Joinville, maior colégio eleitoral do estado e lugar onde construiu sua carreira, mas também vai rodar o estado para conversar com sua base, os praças e policiais militares da Reserva de Santa Catarina. Além disso, acredita que possa ganhar alguns votos do peemedebista Mauro Mariani, que neste ano não irá concorrer à reeleição neste ano. Outro aspecto que pode ser decisivo é o apoio do prefeito Udo Döhler, que ele afirmou ter.

Com um público conservador e discurso, pelo menos em alguns aspectos, mais progressista (educação, igualdade de oportunidades, crítica à desigualdade etc.), afirma que seu eleitor deve votar se acreditar em suas palavras, mas com a certeza que terá um representante com muita vontade de lutar por mudanças.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Assessoria

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