De jogador a supervisor, a trajetória de James Veiga

O torcedor joinvilense que acompanha o futsal se acostumou a conviver com um nome em especial, o de James Veiga. Não é para menos. Ele chegou em 2006 como jogador do então JEC Futsal, se aposentou vestindo a camisa da Krona e continuou no projeto como supervisor geral, cargo no qual continua até hoje.

James, que tem também uma história no futsal jaraguaense, estava na Itália quando recebeu a proposta do Joinville, que na época era administrado pela Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville (Felej). Tudo aconteceu muito rápido. Na balança, segundo o ex-atleta, pesou a torcida e o projeto.

Por aqui, James participou dos principais momentos da história da equipe. Como jogador, conquistou dois estaduais e estava em quadra na final da Liga Nacional de 2007, quando Joinville perdeu para a Malwee.

Na função de supervisor, esteve nos bastidores de dois títulos da Taça Brasil, do vice-campeonato da Liga em 2012 e no título em 2017, além das conquistas de outros três estaduais. Por Jaraguá, James venceu uma Liga Futsal, conquistou quatro vezes a Taça Brasil e três vezes o Catarinense.

Entre as conquistas mais marcantes, uma Taça Brasil por Jaraguá, em que James fez o gol do título, e a taça do Campeonato Catarinense de 2009, que veio com a vitória sobre a Malwee na semifinal.

Em 2010, com a faculdade de educação física concluída e as dores no joelho que dificultavam a atuação em alto nível, o ponto final na carreira de atleta estava programada para o final de 2011. Porém, no começo do ano surgiu o convite para que James antecipasse a aposentadoria e assumisse o cargo de supervisor. Foi nesse momento que a atuação passou para os bastidores.

Nessa mudança, o ex-atleta passou pelo processo de deixar passar a sensação de estar dentro de quadra sendo decisivo. “Mas também tem o lado de transferir o conhecimento, a experiência e a bagagem adquirida para passar sempre o exemplo da competitividade e dedicação”, pondera James.

O início de carreira inusitado

A carreira de James no futsal começou na equipe infantil da Sulfabril, empresa na qual sua mãe trabalhava. Uma peneira foi realizada para escolher novos participantes do projeto. Mas, para participar era necessário que os funcionários recebessem o convite, feito por meio de um bilhete.

O detalhe, que James descobriu mais tarde, é que sua mãe não recebeu o bilhete. Mas uma amiga tinha o convite e cedeu porque o filho não tinha interesse. Felizmente essa amiga estava alí. De maneira inusitada, minha carreira se deu por conta de um bilhete de empresa”, brinca o supervisor.

Texto: Alexandre Perger
Foto: Assessoria JEC Futsal

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