Udo Döhler recusa discussão salarial com os servidores

Já estão abertas as negociações da Campanha Salarial 2018 do servidores públicos de Joinville. Na manhã de quinta-feira (26), ocorreu a primeira reunião entre o prefeito e a representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região (Sinsej). E não começaram bem.

Segundo o sindicato, o prefeito foi categórico ao excluir da discussão as cláusulas econômicas da pauta, já no início da reunião. “Ele preferiu analisar apenas as reivindicações sociais e, ainda assim, desconsiderou todas elas. Essa atitude demonstra sua disposição em não discutir qualquer avanço que melhore a qualidade de vida dos servidores”, registra a nota do Sinsej.

Ainda de acordo com os representantes dos trabalhadores, Udo Döhler anunciou a intenção de reeditar a portaria que suspende a licença prêmio, o abono natalino e a venda dos 10 dias de férias dos servidores.

Dessa forma, a reunião terminou sem avanços e os servidores podem deflagrar estado de greve na próxima assembleia da categoria, marcada para a próxima quinta-feira (3 de maio), às 19 horas, no auditório do Sinsej. A próxima reunião entre sindicato e prefeitura também está marcada para quinta-feira.

Confira abaixo a pauta apresentada pelos servidores públicos municipais:

Pauta de Reivindicações da Campanha Salarial 2018

Cláusulas econômicas:

1. Revisão dos vencimentos pelo INPC acumulado no período de 1º de maio de 2017 a 30 de abril de 2018.
2. Reajuste de 5%, de modo a recuperar parte das perdas salariais históricas da categoria.
3. Revisão mensal dos vencimentos pelo INPC (gatilho salarial).
4. Reajuste do valor do vale-alimentação para o mesmo valor da cesta básica apurado pelo DIEESE (R$ 425).
5. Revisão do PCCS geral, de modo a garantir progressão por titulação e formação para todos os servidores. Incluir ACS.
6. Revisão do PCCS do Magistério.
7. Pagamento da gratificação de ESF para ACSs e NASF.

Cláusulas Sociais:

1. Regulamentação da jornada de 30 horas semanais, sem redução de salário.
2. Aplicação imediata dos 33,33% de hora-atividade para os profissionais do magistério, em todos os níveis.
3. Revogação da portaria que suspende a possibilidade de converter um terço de férias em abono pecuniário, as indenizações e gozo de licença prêmio e o abono natalino.
4. Direito à licença prêmio para as ACSs.
5. Liberação de um dia de serviço a cada dois meses para os representantes sindicais eleitos por local de trabalho e para os diretores suplentes da diretoria do sindicato.
6. Licença remunerada para graduação e pós-graduação dos servidores.
7. Contratação imediata e abertura de concurso para suprir a demanda nas unidades.
8. Eleição direta para diretores e coordenadores de unidades, com o fim da indicação político-partidária.
9. Regulamentação da lotação e transferência dos servidores, conforme projeto apresentado pela categoria.
10. Revogação da extinção de cargos.
11. Apresentação de proposta imediata para o atendimento da saúde dos servidores, com garantia de consultas, exames, cirurgias e internações.
12. Revisão do Artigo 51 da Lei 266/2008, com a revogação da Instrução Normativa 001/2017 SGP/UAP.
13. Revisão do Calendário 2018 (Geral e Escolar).
14. Prioridade para os profissionais excedentes na escolha de vagas do Magistério.
15. Garantia de acessibilidade aos portadores de deficiência em todos os locais de trabalho.
16. Pagamento de insalubridade para todos os servidores lotados nas unidades de saúde.
17. Pagamento imediato da dívida da prefeitura com o Ipreville e o fim dos parcelamentos com o Instituto.

Acordos não cumpridos em campanhas anteriores:

1. Regulamentação de pagamento de abono aos servidores que trabalharem nos recessos e pontos facultativos (20/11/2013).
2. Pagamento da gratificação de alta complexidade para servidores dos abrigos da SAS (Campanha Salarial 2014).
3. Garantir EPI e uniforme para os servidores.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Kályta Morgana de Lima/Sinsej
Informações: Sinsej

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