Joinville está entre as 20 cidades do país com mais acidentes de trabalho

Entre 2012 e 2017, Joinville registrou, entre trabalhadores registrados pela CLT, 25.862 comunicações de acidentes de trabalho, o que coloca a cidade na 15ª posição no ranking nacional. Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança no Trabalho, organizado pelo Ministério Público do Trabalho.

Entre as cinco atividades que mais causaram acidentes, a de fundição de ferro e aço é a líder disparada, com 9.193 comunicações no período. Depois vem a fabricação de artefatos de material plástico não especificados anteriormente, com 813, seguido de fabricação de compressores (798), atividades de atendimento hospitalar (728) e fabricação de tubos e acessórios de material plástico para uso na construção (707).

Somente em 2017 foram 4.015 comunicações de acidentes de trabalho, uma alta de 12% em relação a 2016, quando foram registrados 3.591 acidentes.

Em cinco anos, 61 pessoas morreram em acidentes de trabalho

No mesmo período, também foram registradas 61 acidentes de trabalho com morte. Entre 2016 e 2017, porém, o número de mortes caiu praticamente pela metade, indo de 15 para seis. No entanto, variações parecidas ocorreram nos anos anteriores.

Número de afastamentos caiu cerca de 40%

Entre 2012 e 2017, o número de afastamentos caiu cerca de 40%, indo de 1.692 para 1.093. Com isso, as despesas também despencaram, saindo de R$ 26,9 milhões para R$ 7,7 milhões.

No acumulado dos cinco anos, foram concedidos 7.562 auxílios-doença por acidente de trabalho. O impacto previdenciário dos afastamentos foi de R$ 101,09 milhões, com a perda de 1.8 milhão de dias de trabalho.

A cada três dias um trabalhador morre em Santa Catarina

Em 2017, 118 trabalhadores do estado morreram vítimas de acidente laboral. A média é de uma morte a cada três dias.

O estado ainda ocupa a segunda posição em gastos previdenciários com pagamentos de benefícios devido a afastamentos por doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. O valor acumulado de 2012 a 2017 é de R$ 1,3 milhão, ou seja, 9,8% do total nacional.

O estado também é o segundo no ranking de dias de trabalho perdidos pela mesma causa: 30,7 milhões. Entre as 100 cidades brasileiras com mais afastamentos acidentários, dez são catarinenses.

Texto: Alexandre Perger
Foto: Agência Brasil

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