Servidores da saúde realizam paralisações em diversas unidades do estado

Os servidores das unidades de saúde estaduais administradas diretamente pela Secretária de Estado da Saúde (SES)  fizeram um hora de paralisação na manhã desta terça-feira (27), exigindo do governo a abertura imediata de negociação sobre a pauta de reivindicações da categoria. As paralisações envolveram centenas de trabalhadores. Em Joinville, houve protestos na Maternidade Darcy Vargas e no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt.

No estado, foram realizadas manifestações no Hospital Governador Celso Ramos, Hospital Nereu Ramos, Hospital Infantil Joana de Gusmão, Maternidade Carmela Dutra, IPQ, Hospital Tereza Ramos, Hospital Waldomiro Colautti, Maternidade Dona Catarina Kuss e no Laboratório Central.

O calendário de mobilizações definido pela categoria na última assembleia, que reuniu cerca de 500 servidores na quarta-feira (21), tem mais paralisações previstas para semana que vem. Na próxima terça-feira (3), a categoria vai parar por duas horas, das 9 às 11. Na quarta-feira (4), uma nova assembleia está marcada e com indicativo de greve caso não haja avanços nas negociações.

“Queremos sensibilizar o governo para que nos atenda, negocie e ao mesmo tempo denunciar para a população o descaso desse governo com a saúde. As paralisações foram muito fortes e vão contribuir para mobilizar a categoria caso a gente precise entrar em greve se o governo seguir negligenciando a negociação”, analisou Simone Hagemann, presidente do SindSaúde/SC e trabalhadora do Hospital Infantil Joana de Gusmão.

Veja as reivindicações entregues à SES

1) Abertura imediata de concurso público para contratação de servidores;
2) Melhorias nas condições de trabalho, incluindo equipamentos e insumos adequados para prestar melhor assistência aos usuários;
3) Reajuste do Vale Alimentação de R$ 12 para R$ 24 por dia;
4) Pagamento da data base (10,44% da inflação + 5,22% de ganho real = 15,66% de reajuste), conforme lei 323/2006, artigo 100;
5) Adicional de formação, conforme acordado na greve de 2012;
6) Defesa do SUS estatal, contra qualquer modelo privatizante;
7) Implantação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador;
8) Anistia ao SindSaúde/SC;
9) Nenhum direito a menos;
10) Incorporação da gratificação (Lei 15.984 de 09 de abril de 2013) no vencimento.

Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: SindSaúde/SC

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