Joinville vai sediar o 1º Simpósio de Síndrome de Down

No próximo sábado (24), Joinville vai sediar o 1º Simpósio de Síndrome de Down, promovido pela instituição Universo Down. O evento começa às 8 horas, na Mitra Diocesana. O objetivo é promover o debate sobre os vários aspectos do portador da síndrome de down.

São esperados 400 profissionais nas áreas de educação, saúde, recreação, assistência social, psicologia, direito, estudantes e outros. O valor da inscrição é de R$ 40 para profissionais e estudantes e R$ 30 para pais de alunos da Universo Down. Grupos têm descontos especiais.

O primeiro tema a ser debatido no evento está relacionado aos aspectos neurológicos trabalhados na estimulação de bebês com a síndrome. A palestrante será a doutora Gilca Lucena Kortmann, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

A médica e doutora Daniele Massuqueto de Moraes Yoshitomi, coordenadora do projeto Nascer Down/ Reviver Down, de Curitiba-PR, vai falar sobre a sexualidade na síndrome de down e o papel da família. Já Daiane da Silva Melo Santos, especializada em neuropsicopedagogia clínica, debate o tema mercado de trabalho.

As limitações do mercado de trabalho para os portadores de síndrome de down

Para a neuropsicóloga Daiane Melo, o primeiro desafio enfrentado pelas empresas no processo de contratação e retenção de pessoas com deficiência é a falta de acessibilidade. As inúmeras barreiras arquitetônicas, urbanísticas e de comunicação têm privado muitos desses indivíduos da possibilidade de acessar seus possíveis locais de trabalho de maneira livre e segura.

O segundo desafio, de acordo com ela, normalmente conhecido como barreira atitudinal, é o despreparo das empresas para receber pessoas com deficiência. “É raro identificar a prática de comportamentos adequados para prover a essas pessoas acesso a tudo o que as empresas oferecem, de maneira respeitosa e inclusiva. Os próprios funcionários muitas vezes não sabem como lidar com elas, o que pode provocar em diversas ocasiões seu desligamento devido a dificuldades de adaptação”, explica.

Segundo ela, pesquisas evidenciam que os caminhos para a aceitação dependem das necessidades de apoio e da eliminação de barreiras relacionadas aos tipos de deficiências e características individuais das pessoas. “Em geral, a inclusão de pessoas com deficiência intelectual é a de maior complexidade. As empresas dizem preferir contratar indivíduos com deficiência física ou sensorial. Na realidade o que ocorre no ambiente empresarial não está preparado para receber funcionários com restrições relacionadas ao raciocínio lógico, memória e comunicação. Isso exige das empresas uma maior dedicação no treinamento e acompanhamento desses profissionais quando comparados a outros com deficiências distintas”, diz Daiane.

Para a neuropsicóloga, vencer o preconceito e aceitar as diferenças talvez seja algo que precisa ser feito de imediato. Ter limitações não significa não poder fazer algo, mas sim fazer de um jeito diferente, com um tempo diferente. “Pode ser que demore um pouco mais de tempo para realizar determinadas tarefas. Isso não quer dizer que elas não serão feitas, ou que serão feitas de forma inadequada”.

Serviço

O quê: 1º Simpósio de Síndrome de Down
Quando: Dia 24 de março, entre 8 horas e 17h30
Onde: Mitra Diocesana de Joinville – Rua Jaguaruna, 147, Centro
Quanto: R$ 40,00 para profissionais e estudantes e R$ 30,00 para pais de alunos da Universo Down
Informações: Na Universo Down – Rua Osni Garcia, 65, Bucarein
Telefone (47)3423-2102

Edição: Alexandre Perger
Foto: Divulgação