Projeto aprovado no Simdec vai reproduzir artefatos arqueológicos com impressão 3D

Será aplicado em Joinville, a partir do primeiro semestre de 2018, o projeto “Experimentando vestígios antigos com a (re)produção de artefatos arqueológicos em 3D”. A iniciativa é da historiadora e arqueóloga Fernanda Borba, doutoranda em História pelo Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Florianópolis, em parceria com o projeto de extensão Fab Lab do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da Udesc em Joinville.

O projeto foi inscrito e aprovado na modalidade de Patrimônio Cultural – Material do Edital 2016 de Apoio à Cultura (Simdec) da Prefeitura Municipal de Joinville. O objetivo é reproduzir artefatos das populações do período pré‐colonial de Joinville. As reproduções poderão ser usadas para fins educativos e de divulgação da história, evitando a manipulação dos acervos originais.

A população poderá conhecer melhor e manusear peças do patrimônio histórico que remetem a povos sambaquianos, entre outros. As coleções contam com ossos humanos, instrumentos líticos e cerâmicos, vestígios da fauna regional e adornos de ossos de animais.

Diversos temas podem ser debatidos a partir da análise desses materiais, como marcas de trabalho, estimativa de sexo e de idade, qualidade de vida dos habitantes, identificação de espécies da fauna regional e a tecnologia produzida pelos antepassados.

O acervo será reproduzido por meio de um escâner 3D, para criar um modelo virtual do objeto físico; e uma impressora 3D, para imprimi‐lo. Tanto o escâner como a impressora não causam dano aos artefatos e ainda podem ser transportados para os espaços das instituições, evitando os deslocamentos das coleções. Todo esse processo tecnológico será orientado pelo Fab Lab Joinville.

O projeto prevê a execução da (re)produção dos artefatos em três espaços parceiros: o Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ), vinculado à Secretaria de Turismo e Cultura (Secult); o Laboratório de Arqueologia, da Universidade da Região de Joinville (Univille); e o Fab Lab Joinville; possibilitando que o público possa visualizar esse processo. Ao final, cada uma das instituições deve ganhar um conjunto de reproduções e, ainda em parceria, participar de workshops e oficinas.

Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Udesc Joinville

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