Servidores entram em estado de greve pelo pagamento do recesso

Os servidores municipais de Joinville que estão convocados a trabalham durante o recesso de fim de ano deflagraram estado de greve. O grupo reúne profissionais dos pronto atendimentos (PAs), Hospital Municipal São José e museus, entre outros setores da Prefeitura. Eles reivindicam o pagamento de adicional pelo cumprimento de jornada entre os dias 16 de dezembro deste ano e 1º de janeiro de 2018. Neste período, todo o restante da categoria estará em recesso.

Na assembleia realizada no Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej), na quinta-feira (9), os servidores relataram ainda a urgência na melhoria das condições de trabalho. Nos PAs e no São José faltam profissionais, medicamentos, materiais de limpeza e desinfecção, álcool, ataduras, gaze, entre outras coisas. Um médico do PA Leste presente ontem relatou que muitas cadeiras de observação estão estragadas e que acidentes graves podem ocorrer a qualquer momento, com a responsabilização dos servidores. O fechamento do PA Sul também tem sobrecarregado as unidades Leste e Norte. Equipes de trabalho têm sido removidas de um pronto atendimento a outro, durante o horário de trabalho e sem aviso prévio.

Em setores como os museus, que permanecem abertos no fim do ano, escalas de trabalho que sempre foram praticadas, permitindo que os servidores se organizassem para que todos pudessem folgar alguns dias, foram alteradas pela secretaria. Desde o ano passado, os monitores têm trabalhado ininterruptamente sem nenhuma compensação financeira.

Durante muitos anos, os servidores que precisavam cumprir jornada neste período devido à especificidade de sua função eram remunerados por meio de hora extra ou abono. No entanto, há dois anos o governo Udo Döhler cortou o pagamento extra. Os trabalhadores exigem a regulamentação da recompensa financeira pelo trabalho durante um período em que todo o restante da categoria pode gozar das festas de fim de ano ao lado de suas famílias.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Francine Hellmann/Sinsej
Informações: Sinsej

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