SC tem aumento de 32% no número de focos do mosquito Aedes aegypti

Em 2017, Santa Catarina registrou 9.273 focos do mosquito aedes aegypti identificados em 141 municípios catarinenses. O número é 32,3% a mais do que o registrado em todo o ano de 2016, quando 7.009 focos haviam sido identificados em 139 municípios.

O estado tem 61 municípios considerados infestados pelo mosquito, entre eles Joinville, que tem quatro casos de febre de chikungunya registrados no ano, sendo três deles importados e um ainda em investigação.

Diante do risco de epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito – dengue, zika e chikungunya durante o verão – estão sendo intensificadas as ações de prevenção e controle do aedes aegypti em todo o estado.

Entre as ações previstas para 2017/2018 estão reuniões mensais da Sala Estadual de Situação, capacitação de mais de 220 agentes em controle vetorial e vigilância, intensificação nas supervisões e assessorias aos municípios e distribuição do Manual de Orientação sobre o Decreto 1.079 (que cria comissões de articulação e monitoramento das ações de prevenção e eliminação dos focos do mosquito no âmbito dos órgãos e das entidades da administração pública estadual direta e indireta).

Outros materiais informativos serão distribuídos à população – sobre prevenção e sintoma das doenças – e um específico para as empresas consideradas pontos estratégicos, como borracharias, floriculturas, ferros-velhos. Fluxograma de classificação de risco para aprimorar o manejo clínico da dengue serão entregues aos profissionais de saúde.

Também estão previstas reuniões com prefeitos, gestores de saúde e outros órgãos, além de representantes da sociedade civil nas regiões mais críticas do Estado, iniciando em Chapecó, que reunirá representantes de 40 municípios das regiões Oeste e Meio Oeste de SC na próxima semana. Além disso, está prevista a estruturação de uma equipe de força-tarefa em Xanxerê, região considerada de alto risco para ocorrência de epidemias. Essa força-tarefa também atuará em Chapecó, São Miguel do Oeste, Itajaí e Grande Florianópolis, municípios com alto grau de infestação.

Edição: Alexandre Perger
Foto: Divulgação/Crea-SC

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