Joinville debate erradicação do trabalho infantil

Profissionais da Assistência Social, Saúde, Educação, Conselho Tutelar, Ministério do Trabalho e Centro de Atendimento Público ao Trabalhador (Cepat) de Joinville e de municípios da região Norte de Santa Catarina participaram do 2º Seminário de Erradicação do Trabalho Infantil nesta quinta-feira (18), das 8 às 17 horas, no auditório Centro de Convenções e Exposições Expoville.

O evento foi organizado pela Comissão Intersetorial das Ações Estratégicas do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) com objetivo de sensibilizar e fortalecer os envolvidos na rede de proteção da criança e do adolescente para desenvolver um novo olhar sobre o tema.

“Queremos as crianças e adolescente nas escolas, com direitos de desfrutar o que a idade lhes proporciona”, disse, na abertura, a coordenadora do PETI, Luciane Gamper Fagundes, pedagoga e coordenadora do CREAS Sul.

A primeira palestra da manhã foi com a pedagoga e orientadora educacional Melissa Figueiredo Silvestre, que atua na gerência de Assistência Social do Centro de Integração Empresa-Escola. Com o tema Trabalho Infantil, ela propôs analisar a influência cultural enraizada na prática cotidiana. Os números indicam que 2,6 milhões de crianças e adolescentes trabalham no Brasil, na idade entre 5 e 17 anos. “Os reflexos serão no contexto pessoal, social, econômico, físico, antropológico e cognitivo, sendo que vivemos numa sociedade que ainda não dá atenção à saúde mental”, alertou.

Melissa lembrou que um dos pontos levantados pelo Estatuto da Criança do Adolescente (ECA) é que a negligência e exploração da criança e do adolescente não se dão apenas pela ação, mas também pela omissão. Para a pedagoga, “roubar a infância, uma fase tão importante para o desenvolvimento, é uma defasagem, uma violência”.

Em Joinville, a maioria de casos envolve crianças que ajudam os pais na coleta de lixo, venda de material produzido pela família, lavação de carro e trabalhos domésticos. De acordo com a coordenadora do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do Aventureiro, Iara Garcia, a diferença entre uma ajuda nas tarefas de casa e a situação de trabalho infantil se configura quando a criança deixa de fazer uma atividade da sua idade, como ir à escola, para assumir uma responsabilidade que não é delas.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Phelippe José/Secom Joinville
Informações: Secom Joinville

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