Morre Puccini, goleiro bicampeão pelo Caxias em 54-55

À véspera dos 97 anos do clube pelo qual fez história, o Caxias, o goleiro Vilmar Puccini morreu na madrugada desta quarta-feira (11) aos 89 anos. O ex-jogador faleceu em um lar de idosos em Araquari, onde morava. O velório será a partir do meio-dia, na Capela 2 do Cemitério Borba Gato, em Joinville.

O ex-presidente do Caxias, Norberto Gottschalk, lamentou a morte de Puccini.

Início no Sul do estado

O histórico jogador inciou a carreira em 1947, na cidade de Urussanga, no Sul do estado, onde nasceu. E não foi como goleiro, mas sim na meia-esquerda. A trajetória debaixo das traves começou em 1948, quando foi para o Rio de Janeiro servir o exército, chegando a disputar as Olimpíadas Militares do mesmo ano.

De volta a Santa Catarina, em 1951, Puccini voltou a jogar na linha. Sem goleiro em uma das partidas do Cidade Azul, clube que defendia as cores na época, Vilmar foi para a meta e de lá nunca mais saiu.

“Após um período no Cidade Azul, Puccini transferiu-se para Hercílio Luz, também de Tubarão”, descreve o livo “A trajetória de Puccini”, em homenagem ao ex-goleiro. “Em função da grande rivalidade entre as duas equipes, sua transferência acabou interferindo até mesmo na vida pessoa e familiar, fazendo-o abandonar o futebol e até o emprego na Rede Ferroviária Federal para retornar a Urussanga”, prossegue a obra de autoria do filho Vilmar Puccini Jr e do neto Ítalo Puccini.

Vida no Caxias

Em 1953, após grande temporada no Urussanga, Puccini foi contratado pelo Caxias. Era a grande oportunidade do atleta de 25 anos. No ano seguinte à chegada, tinha início o bicampeonato invicto do Campeonato Catarinense (54-55). O ex-goleiro foi titular em todos os jogos nos dois campeonatos.

Puccini superava a estatura de 1,70 metro, considerada baixa para a posição, com treinamentos, aumentando sua elasticidade e senso de colocação. Desta forma, ele foi ganhando a confiança do torcedor caxiense. O time campeão é considerado por muitos o melhor de todos os tempos em Santa Catarina.

“Há quem diga ser este o melhor time da história do futebol catarinense”, escreveu o jornalista Roberto Alves, em sua coluna no Diário Catarinense, em 2005. Puccini permaneceria no Gualicho até 1963.

Texto: Yan Pedro Kuhnen
Foto: Vilmar Puccini Jr./Arquivo Pessoal

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