Servidores municipais encerram greve em Joinville

Uma assembleia na manhã desta quarta-feira (4), em frente à prefeitura, determinou o fim da greve de servidores municipais em Joinville. Foi a primeira vez que houve, segundo o Sinsej (Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville), paralisação por condições de trabalho. No total, foram três dias de parada (2, 3 e 4), além da assembleia com paralisação do dia 28, que poderão ser recompensados pelos trabalhadores. Os serviços afetados voltam ao normal nesta quinta-feira.

A prefeitura, por meio de nota na terça-feira (4), após encontro com o sindicato, já esperava o fim da paralisação. “Em reunião, realizada na tarde desta terça-feira (3) na Prefeitura de Joinville”, diz o texto, “foi acertado com o Sinsej a avaliação dos pedidos de manutenção de benefícios dos coveiros e servidores do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), além de outras avaliações relacionadas a serviços específicos”.

O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, avaliou o movimento grevista. “O que nós fizemos nesta semana vai para a história desta categoria“, considerou. “É a primeira greve que realizamos com tamanha qualidade, tão politizada, com tão alto grau de consciência”, relatou.

Sinsej lista “conquistas da greve”

O Centro de Atenção Psicossocial III Dê-Lírios (Caps III) conseguiu derrubar a imposição de jornada de trabalho de 44 horas e garantir a manutenção da gratificação recebida no local. Serão restabelecidas as jornadas anteriormente praticadas, que variam entre 30 e 42 horas semanais, de acordo com a função desempenhada, com melhorias nas escalas de trabalho. Este setor estava em greve desde 15 de setembro.

A verba do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (Pmaq) referente a 2016 será dividida na proporção de 70% para as equipes de saúde da família contratualizadas e 30% para utilização da administração. Esta era a divisão solicitada pelos trabalhadores. No entanto, a Prefeitura insiste em modificar as regras para 2017, modificando a proporção para 50% aos trabalhadores e 50% para a administração.

Em relação ao corte de recesso para os servidores lotados no CCA e no ambulatório do Hospital São José, o governo garantiu que o descanso será concedido caso não haja necessidade de abrir estes setores neste período.

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) já estão sendo distribuídos nas unidades de obras e a Prefeitura promete que eles serão entregues também às cozinheiras.

Os coveiros terão sua remuneração atual mantida.

A transferência do agente operacional de edificação Eleidir Hoffmann, da Subprefeitura Sul, que estava sendo punido por denunciar a situação do seu local de trabalho, foi cancelada.

A diretora que praticou assédio moral e teve vídeo divulgado pelo Sinsej e pela imprensa foi afastada para averiguação.

Em relação ao restabelecimento do pagamento de licença-prêmio, há a promessa de apresentação de proposta e apenas para a Secretaria de Educação.

O fornecimento de merenda nos Centros de Educação Infantil está sendo restabelecido.

A Prefeitura se comprometeu ainda em cancelar a falta injustificada aplicada aos servidores que participaram da paralisação nacional de 30 de junho.

Os dias de paralisação da greve poderão ser compensados, sem prazo delimitado e sem prejuízos na carreira dos trabalhadores. Compreendem-se os dias 28 de setembro (assembleia com paralisação) e os dias 2, 3 e 4 de outubro (greve).

Texto: Yan Pedro Kuhnen
Foto e i
nformações: Sinsej

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *