Marlene de Fáveri dá aula inaugural em pós-graduação nesta sexta-feira

Referência nacional em questões de gênero, a historiadora e professora Marlene de Fáveri vai participar da aula inaugural da Pós-graduação em Direitos Fundamentais e Políticas Públicas da Associação Catarinense de Ensino (ACE), na sexta-feira (1), às 19 horas, em Joinville.

A palestra Feminismo e Gênero: Direitos fundamentais à cidadania e à liberdade é aberta à comunidade. Segundo a professora Daniela Rosendo, que participa da organização do evento e responde pelo curso de pós-graduação, o objetivo é trazer à cidade o debate sobre a garantia das liberdades e direitos fundamentais diante dos conservadorismos e das ameaças de retrocesso especialmente no campo da educação.

Um caso envolvendo a professora e o movimento Escola sem Partido ganhou repercussão nacional em 2016. Marlene de Fáveri, que é doutora em História e professora do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), foi acusada de perseguição religiosa por uma estudante de mestrado. A ex-orientanda processou a professora e pediu indenização. A mestranda nega o envolvimento com o movimento político Escola sem Partido, mas os militantes do movimento abraçaram a causa e começaram a perseguir politicamente a pesquisadora catarinense.

Para entender o caso, acesse o Portal Catarinas e leia a entrevista com a professora e com a estudante.

Em Joinville, Marlene de Fáveri vai falar sobre sua experiência envolvendo acusações do movimento e das diversas manifestações de apoio que recebeu de instituições, entre elas a Associação Nacional de História (ANPUH), o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH/UFSC), a Rede Feminista de Saúde, o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UDESC), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal (CDHM) e a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC).

De acordo com Daniela Rosendo, o movimento Escola sem Partido e seus projetos de lei em todo o país já foram denunciados por várias organizações brasileiras aos mecanismos de defesa de Direitos Humanos, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), que já realizaram audiências públicas e se manifestaram contrariamente ao projeto, que viola direitos fundamentais e a própria democracia.

“A palestra, assim, dialoga diretamente com o objetivo do curso de Pós-Graduação, que é construir uma cultura de Direitos Humanos que forme cidadãs e cidadãos comprometidos com a democracia, tolerantes com as diferenças raciais, religiosas, culturais, geracionais, de gênero, orientação sexual e de nacionalidade”, explicou Rosendo.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Cedida gentilmente pelo Portal Catarinas

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