Aumenta a adesão à paralisação dos servidores sem EPI

Os trabalhadores da Subprefeitura da Região Sul de Joinville paralisaram os trabalhos na segunda-feira (28) por não receberem equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados. Na terça, mais servidores – Vila Nova, Comasa e Jardim Paraíso – aderiram ao movimento, assim como os trabalhadores do Horto Florestal, que paralisaram nesta quarta. A decisão de paralisar as atividades foi tomada na sexta-feira (25), em reunião dos trabalhadores da Subprefeitura Sul com o Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej), caso não houvesse resposta do Poder Executivo, comunicado no mesmo dia.

Segundo os servidores da Subprefeitura Sul, eles nunca tiveram uniformes repostos desde o início do mandato de Udo Döhler. Além disso, eles afirmam que o fornecimento dos demais equipamentos necessários é “praticamente inexistente”. As principais dificuldades enfrentadas são com a falta de luvas e perneiras. Estes trabalhadores são responsáveis por cuidar da manutenção e limpeza do sistema viário, da rede de drenagem, esgoto e espaços públicos de oito bairros da Zona Sul da cidade.

Ainda na manhã de segunda, os trabalhadores foram recebidos pelo secretário de Governo, Afonso Fraiz, e ficou combinado que uma resposta seria dada em 48 horas. Nesta quarta, eles foram novamente à sede do governo municipal. O governo, porém, marcou nova reunião, para a manhã de quinta-feira (31).

Os servidores das subprefeituras são responsáveis por cuidar da manutenção e da limpeza do sistema viário, da rede de drenagem, esgoto e espaços públicos da cidade. De acordo com o diretor do Sinsej, Márcio Avelino do Nascimento, eles não estão se negando a trabalhar: “Querem trabalhar e demonstram isso todos os dias, mas se um deles esmagar um dedo, cortar uma perna, de quem será a culpa?”

De acordo com o Sinsej, o Estatuto dos Servidores de Joinville é omisso quanto à questão, mas, tomando-se por base a Norma Regulamentadora número seis do Ministério do Trabalho, cabe ao empregado utilizar os equipamentos de proteção corretamente e comunicar ao empregador caso eles não estejam mais adequados ao uso.

O sindicato ainda afirma que esta reivindicação já foi apresentada pelo Sinsej diversas vezes ao prefeito Udo Döhler em mesa de negociação, mas a resposta nunca foi satisfatória.

Texto: Felipe Silveira
Foto e informações: Sinsej

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